Fernando Brito: Bolsonaro vai buscar no Exército a legitimidade que se foi

Bolsonaro força, sem reação visível, a proximidade com os comandos militares, cada vez mais vezes comprometidos com a sua atuação, diz o editor do Tijolaço

(Porto Alegre - RS, 30/04/2020) Sem Mascara o Presidente da República Jair Bolsonaroe o vice durante Solenidade de transmissão do cargo de Comandante Militar do Sul
(Porto Alegre - RS, 30/04/2020) Sem Mascara o Presidente da República Jair Bolsonaroe o vice durante Solenidade de transmissão do cargo de Comandante Militar do Sul (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço – Um dia, talvez, me perguntem o que eu fazia enquanto Brasil vivia um golpe autoritário, essencialmente militar e eu tenha de dizer que estava lavando louça, varrendo a sala e passando pano no banheiro.

É estranho, porque estão se passando sob nossos olhos golpe e contra golpe, em absoluta ausência, por conta da pandemia, do pronunciamento popular.

A viagem do Presidente, em meio a um drama nacional, para assistir a posse do general Valério Stumpf Trindade no Comando Militar do Sul – uma das maiores unidade do Exército – para dar sua presença pessoal ao que seria um ato de rotina das Forças Armada tem um óbvia leitura.

Bolsonaro força, sem reação visível, a proximidade com os comandos militares, cada vez mais vezes comprometidos com a sua atuação.

Ao mesmo tempo, ante a omissão das instâncias políticas do Parlamento, que parece acreditar na inércia quando o movimento está evidentemente em marcha, cabe ao Supremo , fraco como é , comandar a reação.

A decisão de Celso de Mello em reduzir a cinco dias o prazo para a oitiva de Sérgio Moro sobre as acusações que fez ao Presidente, é sinal evidente de que o Supremo conta com uma reação rápida a Bolsonaro.

É talvez , a agonia de quem se vê como algo de um avanço ilegítimo e que sabe que tem de agir rápido, depois de todas as omissões que nos levaram a esse ponto.

O Supremo parece estar correndo atrás do que deixou ser perdido, a sua autoridade e da defesa da Constituição, as quais se deixou perder para Sérgio Moro, onde vai tentar buscar agora, a defesa contra a serpente que eclode do ovo que a gerou.

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