Flávio admite que apontando como preferido na PGR ficou desgastado, mas nega que seja padrinho

"Já recebi vários candidatos. Não apadrinhei ninguém. Querem queimar o cara, tentam desqualificar ele porque eu o recebi, porque ele é do Rio? Porque ele é meu candidato? Nunca falei isso. Conheci agora há pouco", afirmou o senador Flávio Bolsonaro sobre o possível indicado para ocupar a PGR

247 - O senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) negou que Antônio Carlos Simões Martins Soares seja o seu candidato para ocupar a Procuradoria-Geral da República, cuja vaga deve ser substituída em setembro, com o fim do mandato de Raquel Dodge. 

A declaração vem depois de uma série de reportagens revelarem que Simões foi condenado a devolver R$ 74 mil que recebeu indevidamente por uma licença-prêmio e o TCU ter apontando que sua aposentadoria foi irregular, em 2013, o obrigando a voltar ao trabalho. A possível indicação de Simôes também era considerada como uma forma de blindar Flávio, que é investigado em um esquema ilegal envolvendo o ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz. 

"Já recebi vários candidatos. Não apadrinhei ninguém. Querem queimar o cara, tentam desqualificar ele porque eu o recebi, porque ele é do Rio? Porque ele é meu candidato? Nunca falei isso. Conheci agora há pouco", admitiu o senador.

Sem informar quem seria o indicado, Flávio reafirmou que seu pai vai escolher alguém que pense como ele. "Parece meio óbvio. Vou botar um petista na PGR? O presidente vai botar um cara do PSOL? É óbvio. Tem alguma coisa de anormal nisso? Vou botar um cara lá que vai trabalhar contra as pautas voltadas para meio ambiente, para segurança pública, para costumes? Não tem sentido", disse.

Bolsonaro deu sinais de que o novo procurador não saíria da lista tríplice, com os três mais votadas pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), aumentando as especulações em torno de Soares.

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