Força Nacional do SUS constatou falta de oxigênio e previu exatamente data do colapso da Saúde em Manaus. Pazuello não reagiu

O relatório do programa destaca o "nível muito crítico" dos hospitais na capital manauara. Ele também denuncia o impedimento da abertura de novos leitos e a prática de não medir a saturação de pacientes, para que não se detectasse a necessidade de suporte

(Foto: ABr | Reuters)
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247 - Um relatório da Força Nacional do Sistema Único de Saúde revela a negligência do ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, que ignorou as advertências do programa sobre a falta iminente de oxigênio em Manaus poucos dias antes da crise sanitária explodir.  

No dia 13 deste mês, quando pacientes da Covid-19 já morriam asfixiados, os técnicos identificaram a necessidade de compra de 70 mil m3 de oxigênio por dia. 

A locação do ministério foi de apenas 6 mil m3, e outras medidas recomendadas, como a locação de balsas e a construção de usinas geradoras, não foram seguidas. 

A equipe também levantou o fato de equipes médicas estarem "preferindo não medir a saturação dos pacientes na sala rosa 1, pois, ao medir, vários pacientes precisarão de oxigênio e não terão como suprir a demanda”. 

Eles acrescentam: “Prioridade ZERO do Estado do Amazonas é a falta de oxigênio. Nível muito crítico”, em relação ao hospital universitário federal na cidade.

As informações foram reportadas na Folha de S.Paulo. 

Pelo menos desde o dia 8, Pazuello foi alertado por diversas fontes.

Mesmo diante das advertências, o ministro demorou a agir. Ao invés, ele prefere insistir em "tratamentos precoces", sem alguma comprovação científica.

“O colapso vai acontecer na madrugada de hoje. Não existe O2 para repor durante a madrugada. Todas as médias de projeção foram quebradas hoje durante o dia”, constata o relatório. E não foi diferente, a partir da madrugada do dia 14 o sistema entrou em colapso.

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