Fundo eleitoral pode encolher de R$ 3,8 bi para R$ 2,5 bi

Líderes dos partidos no Congresso Nacional poderão reduzir o fundo eleitoral de R$ 3,8 bilhões para R$ 2,5 bilhões, diante da notícia de que Jair Bolsonaro vetará o valor pretendido pelo parlamento. O fundo eleitoral é uma verba pública que os partidos recebem em ano eleitoral para financiar campanhas. Em 2018, equivalia a cerca de R$ 1,7 bilhão

Plenário da Câmara
Plenário da Câmara (Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)
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247 - Começa a se formar uma tendência entre os deputados de negociar um acordo com o governo e garantir um valor menor para o fundo eleitoral, para não correr o risco de ficar sem nada com que financiar as campanhas nas eleições municipais de 2020. 

O governo queria destinar R$ 2 bilhões para bancar as campanhas. Presidentes e líderes de partidos tinham articulado a elevação do valor desse fundo em mais R$ 1,8 bilhão.  

Congressistas afirmam que houve uma reação negativa da sociedade a esse aumento e passaram a discutir alternativas. 

A redução foi debatida em reunião nesta terça-feira (10), segundo informações de integrantes de três partidos que apoiaram o fundo de R$ 3,8 bilhões, informa a Folha de S.Paulo.  

Um dos participantes da reunião disse que a maioria dos líderes concordou com a possibilidade de recuo. 

Deputados receberam o recado de que, se aprovassem os R$ 3,8 bilhões, Bolsonaro vetaria esse dispositivo e, com isso, não haveria no Orçamento qualquer previsão de recursos para financiar as eleições. Eles creem que não haveria votos suficientes para derrubar o veto —41 senadores e 257 deputados.

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