Governo anuncia que passará a utilizar oficialmente a cloroquina no tratamento do coronavírus

O Ministério da Saúde diz que vai disponibilizar 3,4 milhões de cloroquina ou hidroxicloroquina para os governos nos estados.

(Foto: Agência Brasil)
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247 - O Ministério da Saúde anunciou, nesta quarta-feira (25), que vai autorizar que médicos usem a cloroquina/hidroxicloroquina para tratar pacientes internados em estado grave com covid-19. 

Em coletiva de imprensa, o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Denizar Vianna, admitiu que não há estudos comprovados sobre a eficácia do medicamento, mas que diante da gravidade de alguns pacientes, o risco é menos.

"Os estudos estão em curso e nós vamos obter mais informações sobre esse medicamentos que vão fortalecer essa nossa estratégia ", disse ele, ao informar que a pasta vai começar um protocolo de tratamento de cinco dias, apenas para pacientes do SUS em estado grave e hospitalizados.

O representante da pasta disse que ainda que não há qualquer indicação do medicamento para pessoas que queiram se proteger preventivamente ou para casos leves da doença. Médicos reforçam que os riscos de efeitos colaterais graves provocados pela droga, um imunomodulador receitado para casos de malária e para algumas doenças autoimunes, como o lúpus. 

Segundo Vianna, trata-se de "um medicamento muito promissor" e que "o Brasil conhece muito", por fazer uso na região Norte em pessoas com malária. 

Ainda segundo ele, os casos graves são, em média, 14% dos infectados por coronavírus, sendo que 5% são considerados críticos. 

O governo diz que vai disponibilizar 3,4 milhões do medicamento para os governos. “Esses medicamentos já são fabricados no Brasil e existem nas farmácias. Em função da possibilidade da utilização para casos graves de coronavírus, estamos pensando na necessidade de ampliação da produção. É isso que o presidente autorizou: que o Exército possa ampliar a produção de medicamentos”, explicou. Ele lembrou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) restringiu a venda dos remédios com a retenção de atestado apenas para pessoas com as três doenças tratadas pelos medicamentos: malária, lúpus e artrite reumatoide.

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