Gregório Duvivier: ‘Bolsonaro é um verme que sempre viveu às custas do pior do Estado’

Apesar das atrocidades do atual governante brasileiro, que ele espera que acabe logo, o ator e humorista diz que continua “apaixonado” pelo Brasil

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(Foto: Dir.: Adriano Machado - Reuters)


Rede Brasil Atual -  O ator e comediante Gregório Duvivier participou do programa Entre Vistas da quinta-feira (22), na TVT. O humor como arma política e as eleições foram temas centrais da conversa entre o ator e o jornalista Juca Kfouri, apresentador do programa semanal. Duvivier, que já foi apoiador de Ciro Gomes (PDT), hoje defende o “voto útil” no candidato da coligação Brasil da Esperança à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele “não vê a hora” de ver o país livre do atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).

Na última terça (20), o ator e humorista publicou uma coluna na Folha de S. Paulo, com o título “Adeus, tênia“, em que se refere ao atual presidente como um parasita. Em sua conversa com Juca Kfouri, ele comentou a escolha da terminologia utilizada para se referir a Bolsonaro.

“Ele é um parasita, é feito um verme. É um vagabundo, nesse sentido da palavra, porque ele sempre viveu às custas do pior do Estado. Ele não é um servidor público concursado. Ele sempre foi, desde o início a escória do próprio Exército. Foi expulso porque tentava enriquecer ilicitamente. Estava na ficha militar dele: ‘excessiva ambição, incompatível com a profissão militar'”.

Nesse sentido, Gregório Duvivier também criticou a chamada “família miliar”, herdeiros privilegiados de carreiras nas Forças Armadas e que têm a vida garantida com gordas pensões pagas com impostos de todos. “Depois eles dizem que os artistas que são parasitas, por conta da Lei Rouanet. Não conheço nenhum artista que ganha 15 mil por mês por ser filho de outro artista”.

Brasileiro, apesar de tudo

Também escritor e roteirista, foi com o canal Porta dos Fundos que Gregório se destacou no meio artístico nacional. Desde 2017, ele também ancora o noticiário humorístico Greg News, no canal por assinatura HBO. Por conta das atrocidades cometidas pelo atual governo, ele afirma que, apesar de às vezes sentir vergonham, se considera um “brasileiro inveterado”, daqueles que se emocionam quando toca o Hino Nacional.

“Isso que dá raiva no Bolsonaro. A gente morre de vergonha do Brasil, mas ao mesmo tempo eu não sei ser outra coisa”, disse. “Eu queria ser um cidadão do mundo. Gosto dessas pessoas que dizem que se sentem em casa em qualquer lugar. Eu não sou essa pessoa. Eu só me sinto em casa falando português, com gente que entende as referências, que ouve as mesmas coisas. Sou provinciano, bairrista, e continuo apaixonado pelo nosso país, apesar de tudo.”

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