Índios divulgam nota de repúdio a autópsia de indígena morto

A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) publicou uma nota de repúdio à autópsia do líder indígena Emyra Waiãpi. O documento, divulgado pela Polícia Federal, não apontou evidências de que Emyra morreu durante confronto e interpretou que a causa provável da sua morte foi afogamento.

(Foto: Mídia NINJA/Douglas Freitas/Cobertura Colaborativa)

247 - A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) publicou uma nota de repúdio à autópsia do líder indígena Emyra Waiãpi. O documento, divulgado pela Polícia Federal, não apontou evidências de que Emyra morreu durante confronto e interpretou que a causa provável da sua morte foi afogamento.

A nota da APIB afirma: "um verdadeiro absurdo! Este laudo contradiz o testemunho de indígenas que lá estavam corroborados pela APINA – Conselho das Aldeias Wajãpi, além do relato da prefeita de Pedra Branca, do comandante da PM, coronel Paulo Mathias, e de outras autoridades que acompanharam de perto caso e que afirmam que haviam sim indícios claro de que um assassinato foi cometido!"

A reportagem do jornal O Globo destaca que "o texto cita também a prisão de um garimpeiro no dia 8 de agosto na Reserva Extrativista Brilho de Fogo, em Pedra Branca do Amapari, a oeste da Terra Indígena Waiãpi. Ainda segundo a nota, com ele, teriam sido apreendidas duas espingardas calibres 12 e 20, além de mantimentos e farta munição."

A matéria ainda sublinha que "uma autoridade local, que prefere não ser identificada, informou inclusive que a autópsia foi feita apenas com um pedaço do corpo do cacique assassinado, sem nenhum rigor, mesmo diante da autorização do povo Wajãpi, que em prol da verdade, passaram por cima de suas crenças e autorizaram a exumação do corpo".

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