Indulto de Natal e ataque ao estúdio do Porta dos Fundos são símbolos do "Ano Bolsonaro", diz Janio de Freitas

Jornalista Janio de Freitas destaca, que “o tema da violência armada, que no apagar do ano criou dois casos especiais, cai muito bem como encerramento do Ano Bolsonaro”. Segundo ele, o indulto de Natal, concedido a "agentes de segurança" e o ataque ao estúdio do Porta dos Fundos são casos emblemáticos sobre o assunto

(Foto: Reprodução)
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247 - O jornalista Janio de Freitas destaca, em sua coluna na Folha de S. Paulo deste domingo (29) que “o tema da violência armada, que no apagar do ano criou dois casos especiais, cai muito bem como encerramento do Ano Bolsonaro”. “O que está chamado de indulto, e é muito mais, consiste em um abuso de poder com fins não revelados no que mais importa: sua motivação. O ataque homicida e incendiário ao estúdio do Porta dos Fundos, por sua vez, diz mais do que se nota”, afirma.

“A libertação dos condenados das polícias Militar e Civil, militares, bombeiros e “agentes de segurança” em geral, sentenciados por crimes culposos (ditos “sem intenção de matar”), está à espera de uma pergunta: por que esse ato de Jair Bolsonaro?”, questiona. “Tanto a exclusividade do benefício a “agentes da segurança” —sempre preservada a citação prioritária a PMs— como o seu alcance suscitam estranhezas também no Ministério Público. A subprocuradora-geral Luiza Frischeisen, por exemplo, mencionou ao repórter Vinicius Sassine sua preocupação, como coordenadora da Câmara Criminal, com “a extensão do perdão para pessoas fora do exercício da função”. Policiais, militares e “agentes de segurança” autores de crimes quando não agiam como policiais”, destaca.

“A outra homenagem ao Ano Bolsonaro —o ataque à sede do Porta dos Fundos — tem repercussão por motivos óbvios. Não por isso, mas pelo ato em si, torna perceptível uma escalada no extremismo. Ou no bolsonarismo. Sob diferentes formas, atos da mesma natureza estão ocorrendo com frequência crescente. Centros espíritas, de umbanda, associações de fins sociais, cerimônias e igrejas católicas, além de inúmeras vítimas pessoais, estão atacados no país todo, sem que isso receba do Ministério da Justiça, dos meios de comunicação e da sociedade a atenção devida e a compreensão de sua gravidade”, completa.

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