Israel diz que Bolsonaro foi aluno nota 10

O casamento incondicional de Bolsonaro com o governo sionista israelense chefiado por Banyamin Netanyahu foi confirmado com a visita oficial que o mandatário brasileiro fez a Israel no início desta semana. Em entrevista ao jornal O Globo, o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, enumera o que a seu ver são os quatro êxitos da visita e diz que Bolsonaro "tirou nota 10"

Israel diz que Bolsonaro foi aluno nota 10
Israel diz que Bolsonaro foi aluno nota 10

247 - O casamento incondicional de Bolsonaro com o governo sionista israelense chefiado por Benyamin Netanyahu foi confirmado com a visita oficial que o mandatário brasileiro fez a Israel no início desta semana. Em entrevista ao jornal O Globo, o embaixador de Israel no Brasil, Yossi Shelley, enumera o que a seu ver são os quatro êxitos da visita e diz que Bolsonaro "tirou nota 10".

De acordo com Shelley, Israel obteve "quatro conquistas importantes" nesta visita. "Primeiro, a grande comitiva que acompanhou o presidente. Segundo, a abertura do escritório econômico em Jerusalém. Terceiro, uma visita oficial ao Muro das Lamentações, na companhia do primeiro-ministro. E finalmente, não ter incluído também uma visita paralela [aos palestinos], o que sempre acontecia nos últimos anos. São êxitos sem precedentes", destacou.

A última conquista mencionada - não ter visitado os palestinos - é reveladora da intolerância do Estado sionista para com o povo mártir da Palestina, que há mais de 70 anos vem sendo sistematicamente expulso das suas terras e submetido a uma veradeira limpeza étnica. Mostra ainda que Israel não está disposto ao diálogo nem à paz.

O fato de Bolsonaro não ter feito também uma visita oficial à Autoridade Nacional Palestina é revelador de que a política externa brasileira atual abandona as próprias tradições de equilíbrio e diálogo. Hoje predominam ações contrárias à paz, orientadas por uma ideologia de direita.

O embaixador conta que no exercício do cargo de embaixador percorreu o Brasil e conheceu "pessoas queridas", como Bolsonaro e seus filhos. E destaca o papel "decisivo" dos evangélicos para a aproximação engtre os dois países: "Recebi essa missão do primeiro-ministro [Netanyahu]. Ele me disse, os evangélicos são a chave".

Shelley afirma que o "Brasil é um lugar estratégico" na política externa israelense e que pretende extrair dessa relação votos a favor de Israel na ONU, serviço que o governo de Bolsonaro já está prestando, mudando o eixo da orientação do Itamaraty quanto ao conflito no palestino-israelense.

O embaixador israelense valoriza a instalação do escritório comercial brasileiro em Jerusalém, mas não esconde que seu cálculo é que Bolsonaro anunciasse a mudança da embaixada durante a visita. E confessa que Netanyahu "faz pressão para que isso aconteça".

Leia a íntegra da entrevista concedida pelo embaixador de Israel no Brasil ao jornalista Marcelo Ninio

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