João Amoêdo, do Novo, não combaterá o machismo

Na avaliação do presidenciável João Amoêdo, do Partido Novo, "se as empresas estão pagando salários diferentes [entre homens e mulheres], não cabe ao Estado interferir nisso. Algum motivo deve ter, cabe entender essa dinâmica"; apesar de ele dizer que "o NOVO é totalmente favorável à questão da união homoafetiva", não quer "fazer nada específico [em termos de políticas públicas, leis], porque você começa a segmentar a nossa sociedade"

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amoêdo (Foto: Leonardo Lucena)
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247 - O pré-candidato à presidência pelo partido Novo, João Amoêdo, não pretende combater o machismo estrutural na sociedade brasileira, caso seja eleito. Em entrevista ao jornal El País, ele opinou que "se as empresas estão pagando salários diferentes [entre homens e mulheres], não cabe ao Estado interferir nisso. Algum motivo deve ter, cabe entender essa dinâmica". Segundo ele, "o risco de aprovar uma lei que determina salários iguais é que algumas mulheres acabem desempregadas".

Amoêdo diz ainda que, apesar de o NOVO ser "totalmente favorável à questão da união homoafetiva", não quer "fazer nada específico [em termos de políticas públicas, leis], porque você começa a segmentar a nossa sociedade".

"E tudo o que a gente deve evitar, no meu entendimento, é a segmentação da sociedade. Se uma mulher foi agredida na rua, ela tem que ter o mesmo direito do homem que foi agredido. Não cabe ao Estado separar a sociedade em grupos pelas preferências sexuais, cor da pele...".

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