Kassab continuou recebendo mesada da JBS no ministério Temer

Gilberto Kassab continuou recebendo uma mesada do grupo empresarial JBS mesmo após ter se tornado ministro no governo de Michel Temer, em maio de 2016; é o que afirma a PGR na justificativa na justificativa para a operação de busca e apreensão no apartamento de Kassab na manhã desta quarta; segundo a PGR, a suspeita é que Kassab e o partido fundado por ele, o PSD, tenham recebido até R$ 58 milhões - R$ 30 milhões para ele e R$ 28 milhões para o partido; na operação, a PF apreendeu R$ 300 mil em dinheiro vivo no apartamento

Kassab continuou recebendo mesada da JBS no ministério Temer
Kassab continuou recebendo mesada da JBS no ministério Temer

247 - A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, destacou na justificativa onde requereu o pedido de busca e apreensão em endereços ligados ao ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, que o político continuou recebendo uma mesada do grupo empresarial JBS mesmo após ter assumido a cheia do ministério no governo de Michel Temer. Segundo a PGR, a suspeita é que Kassab e o partido fundado por ele, o PSD, tenham recebido até R$ 58 milhões -R$ 30 milhões para ele e R$ 28 milhões para o partido. Na operação deflagrada nesta quarta-feira (19), a Polícia Federal apreendeu R$ 300 mil em espécie no apartamento do ministro.

"É relevante destacar que parte dos pagamentos relatados coincide com o exercício atual do cargo de ministro de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por Gilberto Kassab, cuja nomeação ocorreu em 12 de maio de 2016, e outra parte é concomitante ao exercício anterior do cargo de ministro das Cidades, cuja nomeação é de 1º de janeiro de 2015 [no governo Dilma Rousseff]", pontuou Dodge ao ministro do Supremo Tribunal federal (STF), Alexandre de Moraes, que autorizou a operação da Polícia Federal.

Ainda conforme a PGR, os pagamentos a Kassab, que irá assumir a chefia da Casa Civil do governador eleito João Doria (PSDB-SP), eram feitos "através da dissimulação por intermédio de contrato fictício de consultoria com a Yape, empresa da qual foi sócio até o ano de 2014". Segundo depoimentos de funcionários da JBS, Yape nunca teria prestado serviços de consultoria ao grupo.

De acordo com os investigadores, contudo, teriam sido identificados pagamentos da Yape para Kassab logo após a empresa de consultoria ter recebido valores similares da JBS. Ainda segundo a PGR, o esquema teria movimentado cerca de R$ 30 milhões no total. Um outro esquema investigado aponta que o grupo JBS também teria pago outros R$ 28 milhões ao PSD. Parte deste valor teria irrigado

Parte desse montante teria beneficiado o diretório nacional do PSD, além das candidaturas do deputado federal Fábio Faria (PSD-RN) e de seu pai, o governador do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), em 2014.

Por meio de nota, Kassab negou que tenha cometido ilícitos e disse que está à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários ao caso.

 

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