Lava Jato construiu manual do lawfare contra Lula

Novas mensagens revelam que a força-tarefa de Curitiba ocultou provas da inocência de Lula, pressionou testemunhas a incriminá-lo e abriu acusações para ocupar a defesa. Neste fim de semana, Gilmar Mendes comparou a força-tarefa à organização criminosa PCC e o New York Times disse que o ex-juiz Sérgio Moro corrompeu a justiça brasileira

Ex-presidente Lula, Deltan Dallagnol e Sérgio Moro
Ex-presidente Lula, Deltan Dallagnol e Sérgio Moro (Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | ABr)
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247 - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou nesta segunda-feira (1) petição no Supremo Tribunal Federal (STF) com novas mensagens trocadas entre procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro, que foram hackeadas e apreendidas no âmbito da operação Spoofing. 

As conversas mostram que a força-tarefa de Curitiba ocultou provas da inocência de Lula, pressionou testemunhas a incriminá-lo e abriu acusações para ocupar a defesa.

Segundo a petição apresentada ao STF, procuradores da Lava Jato não incluíram em denúncia contra Lula um diálogo captado em grampo telefônico que poderia dar voz à tese do político de que ele não tinha envolvimento com o apartamento tríplex em Guarujá (SP).

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"Pessoal, especialmente Deltan [Dallagnol, coordenador da Lava Jato], temos que pensar bem se vamos utilizar esse diálogo da MARIUZA, objeto da interceptação. O diálogo pode encaixar na tese do LULA de que não quis o apartamento. Pode ser ruim para nós", escreveu o procurador Athayde Ribeiro Costa, em mensagem do dia 13 de setembro de 2016.

A ex-primeira-dama Marisa Letícia possuía cota para um apartamento simples em um edifício da cooperativa Bancoop na cidade do litoral paulista. A cooperativa faliu e a OAS assumiu o empreendimento em 2009. O edifício ficou pronto em 2013. Marisa desistiu de sua cota dois anos depois, em 2015 —a Justiça paulista, inclusive, chegou a ordenar que OAS e Bancoop devolvessem valores referentes ao imóvel a Marisa. Ela e Lula chegaram a visitar o tríplex em 2014.

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Neste fim de semana, Gilmar Mendes comparou a força-tarefa à organização criminosa PCC e o New York Times disse que o ex-juiz Sérgio Moro corrompeu a justiça brasileira.

Leia na íntegra a petição da defesa de Lula apresentada ao STF:

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