Lava Jato quer limitar acesso de Haddad a Lula

O MPF quer limitar o acesso que o ex-prefeito Fernando Haddad tem ao ex-presidente Lula, que é mantido como preso político em Curitiba; procurador Januário Paludo, que atua na força-tarefa da Operação Lava Jato, destaca que Haddad somente deveria visitar Lula como amigo e não mais como advogado constituído; com a restrição, Haddad só poderia se encontrar com o ex-presidente às quintas-feiras e com período de tempo delimitado; MPF pediu, ainda, que seja mantida a proibição para que Lula conceda entrevistas aos veículos de comunicação

Lava Jato quer limitar acesso de Haddad a Lula
Lava Jato quer limitar acesso de Haddad a Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - O Ministério Púbico Federal quer limitar que Fernando Haddad tenha acesso ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é mantido como preso político em Curitiba. Na manifestação do MPF, o procurador regional Januário Paludo, que atua na força-tarefa da Operação Lava Jato, destaca que Haddad – que disputou a eleição presidencial de outubro pelo PT, somente deverá visitar Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba como amigo e não mais como advogado. Com a restrição, Haddad só poderia se encontrar com o ex-presidente às quintas-feiras e com período de tempo delimitado.

Haddad foi incluído como advogado de defesa do ex-presidente em julho. Na época, Lula, que ainda estava colocado como pré-candidato, pediu que Haddad fosse instituído como um de seus advogados de defesa "com plenos e gerais poderes", embora já fosse citado como uma alternativa caso Lula fosse impedido de disputar o pleito pela Justiça Eleitoral. Em manifestação enviada à juíza Carolina Lebbos, a defesa observou que Haddad deve permanecer atuando junto aos advogados que defendem o ex-presidente.

"A despeito do encerramento do processo eleitoral, há pendências jurídicas relativas ao sufrágio em trâmite perante instâncias nacionais e internacionais que também serão acompanhadas por Fernando Haddad na condição de advogado", justificou a defesa. Para Paludo, contudo, a procuração que incluiu Haddad como defensor pede que "sejam tomadas todas as medidas administrativas e judiciais com o objetivo de assegurar os direitos do outorgante [Lula] na condição de pré-candidato a presidente da República". Ainda segundo ele, "tal situação deixou de existir com a impugnação da candidatura do apenado [Lula], razão pela qual perdeu o objeto da procuração outorgada, devendo Fernando Haddad limitar-se às visitas sociais".

Ainda conforme a manifestação do procurador, o MPF entende que a possibilidade de Lula conceder entrevistas deve ser negada sob a alegação de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux já havia tomado uma decisão sobre o assunto na qual determinou que o ex-presidente "se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja pela imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral".

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