Luis Felipe Miguel explica a natureza fascista do MBL

"O caso da exposição do Santander é emblemático. Um movimento 'liberal' é contra a liberdade de expressão. O argumento de que a exposição feria sensibilidades e valores religiosos é exatamente o argumento contra o qual a defesa liberal da liberdade de expressão sempre se ergueu, desde o século XIX", diz o cientista político Luis Felipe Miguel sobre o MBL; "Isso não é liberalismo político - o liberalismo político sempre foi uma doutrina de direitos. Isso está mais próximo do fascismo"

"O caso da exposição do Santander é emblemático. Um movimento 'liberal' é contra a liberdade de expressão. O argumento de que a exposição feria sensibilidades e valores religiosos é exatamente o argumento contra o qual a defesa liberal da liberdade de expressão sempre se ergueu, desde o século XIX", diz o cientista político Luis Felipe Miguel sobre o MBL; "Isso não é liberalismo político - o liberalismo político sempre foi uma doutrina de direitos. Isso está mais próximo do fascismo"
"O caso da exposição do Santander é emblemático. Um movimento 'liberal' é contra a liberdade de expressão. O argumento de que a exposição feria sensibilidades e valores religiosos é exatamente o argumento contra o qual a defesa liberal da liberdade de expressão sempre se ergueu, desde o século XIX", diz o cientista político Luis Felipe Miguel sobre o MBL; "Isso não é liberalismo político - o liberalismo político sempre foi uma doutrina de direitos. Isso está mais próximo do fascismo" (Foto: Aquiles Lins)

Por Luis Felipe Miguel, em seu Facebook - É ruim que, no Brasil, nossos "liberais" nunca passem de reacionários com ódio da igualdade e da classe trabalhadora.

O MBL é uma caricatura significativa. Diz que é "liberal" mas defende o Escola Sem Partido, é contra o direito ao aborto, é entusiasta da repressão policial...

O caso da exposição do Santander é emblemático. Um movimento "liberal" é contra a liberdade de expressão. O argumento de que a exposição feria sensibilidades e valores religiosos é exatamente o argumento contra o qual a defesa liberal da liberdade de expressão sempre se ergueu, desde o século XIX.

Defendendo o indefensável, eis que surge Fernando Holiday, sugerindo que usar pressões de mercado para obrigar uma empresa a se curvar não é censura e é a própria essência do liberalismo. É essa a mentalidade do MBL: não há vigência de direitos. Há a lei da selva; quem tiver recursos, que pressione para que sua vontade seja cumprida.

Isso não é liberalismo político - o liberalismo político sempre foi uma doutrina de direitos. Isso está mais próximo do fascismo.

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