Lulismo permanece mesmo com condenação, dizem especialistas

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em segunda instância, no TRF-4, e até uma eventual prisão não alteram o legado do lulismo, avaliam especialistas, que destacam seu forte apelo popular

Lulismo permanece mesmo com condenação, dizem especialistas
Lulismo permanece mesmo com condenação, dizem especialistas

247 - A confirmação da condenação em primeira instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e sua eventual prisão não devem representar no curto prazo o fim do lulismo na política brasileira. Pelo menos é o que apostam Luiz Felipe de Alencastro e José Murilo de Carvalho, ambos historiadores e cientistas políticos.

Alencastro enxerga o lulismo assentado em um componente orgânico e resiliente, fruto de sua associação com movimentos sociais e sindicais, e na força da máquina partidária petista, que a despeito do desgaste recente, ocupa o segundo lugar em número de eleitos na Câmara e nas prefeituras. "Por isso, acho que o lulismo, na sua mensagem social e política, continuará vivo", afirma Alencastro.

Carvalho também considera cedo para falar em fim do lulismo.

Ele lembra, no entanto, que políticos com apelo popular, como o ex-presidentes Getúlio Vargas e Juan Domingo Perón, do Brasil e da Argentina, respectivamente, tendem a ter longa vida na memória da população.

Alencastro, por sua vez, acredita que, independentemente de qualquer coisa, o lulismo ficará marcado na história como um período mais importante do que a Era Vargas (1930-1945). "Getúlio mudou o modo de intervenção do Estado na economia. Lula mudou, para muito melhor, a intervenção do Estado na sociedade. Os resultados estão inscritos em todos os gráficos demonstrando o progresso social de 2004 a 2014", aponta.

As informações são de reportagem de Fernando Taquari e Bruno Villas-Bôas no Valor.

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