Marina diz que Lava Jato pode estar sendo sabotada

Provável candidata à Presidência em 2018, Marina Silva, líder da Rede, afirmou que a Lava Jato parece estar sendo sabotada; além de fazer uma defesa enfática da operação, Marina defendeu o afastamento de Michel Temer

Brasília - Marina Silva, da REDE, faz avaliação do cenário político após aprovação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília - Marina Silva, da REDE, faz avaliação do cenário político após aprovação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff na Câmara (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Em meio às ameaças de refluxo da Lava-Jato, a ex-senadora e presidenciável Marina Silva (Rede) fez uma defesa enfática da operação anticorrupção – a qual, em sua opinião, parece estar sendo sabotada - e do afastamento de Michel Temer.

Em entrevista ao programa do jornalista Roberto D’Avila, da “GloboNews”, Marina afirmou que o “melhor gesto” que se pode fazer para sair da crise, em vez de um grande pacto entre as maiores lideranças partidárias, é a Câmara dos Deputados aceitar que a denúncia da Procuradoria Geral da República contra Temer, por corrupção passiva, seja julgada pelo Supremo Tribunal Federal, tirando o presidente do poder.

Para a ex-senadora, os parlamentares precisam atender a vontade da maioria da população, já que, de acordo com levantamento de opinião, 94% dos brasileiros não querem a permanência do pemedebista no Planalto. “O Congresso tem que atender a sociedade. O melhor pacto que se pode fazer, o melhor sinal, é fazer o que a sociedade está querendo. A sociedade não quer o governo que está aí”, disse.

Em diversos momentos, Marina buscou fazer a defesa da operação. “Temos que persistir no trabalho da Lava-Jato. O que estão tentando no Congresso é algo muito perigoso como disse o próprio [juiz] Sergio Moro”, afirmou, numa referência à reação legislativa para cercear a operação. Marina qualificou a Lava-Jato como uma das “maiores contribuições que vem sendo dada ao Brasil depois da redemocratização”, pois mostra que “ninguém está acima da lei”.

As informações são de reportagem de Cristian Klein no Valor.

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