Meirelles nega ilegalidades no governo Lula e diz que política econômica foi boa para o País

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro como testemunha de Lula, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou que tenha visto qualquer irregularidade durante o tempo em que presidiu o Banco Central no governo do ex-presidente, entre 2002 e 2011; ele disse também que o período foi marcado pelo desenvolvimento econômico e social do País; "O grande fator daquele período foi, em primeiro lugar, a estabilização da inflação, da economia brasileira, em consequência queda dos custos financeiros de financiamento do Tesouro e das empresas e etc"

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro como testemunha de Lula, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou que tenha visto qualquer irregularidade durante o tempo em que presidiu o Banco Central no governo do ex-presidente, entre 2002 e 2011; ele disse também que o período foi marcado pelo desenvolvimento econômico e social do País; "O grande fator daquele período foi, em primeiro lugar, a estabilização da inflação, da economia brasileira, em consequência queda dos custos financeiros de financiamento do Tesouro e das empresas e etc"
Em depoimento ao juiz Sérgio Moro como testemunha de Lula, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou que tenha visto qualquer irregularidade durante o tempo em que presidiu o Banco Central no governo do ex-presidente, entre 2002 e 2011; ele disse também que o período foi marcado pelo desenvolvimento econômico e social do País; "O grande fator daquele período foi, em primeiro lugar, a estabilização da inflação, da economia brasileira, em consequência queda dos custos financeiros de financiamento do Tesouro e das empresas e etc" (Foto: Felipe L. Goncalves)

247 - Em depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta sexta-feira, 10, como testemunha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou que tenha visto qualquer irregularidade durante o tempo em que presidiu o Banco Central no governo do ex-presidente, entre 2002 e 2011. 

"A minha relação com o presidente Lula era totalmente focada em assuntos relativos ao Banco Central e à política econômica e, nesta interação, eu nunca vi ou presenciei nada que pudesse ser identificado como algo ilícito ou ilegal", afirmou o ministro para o advogado do ex-presidente.

Meirelles negou interações com parlamentares para defender interesses políticos do governo em geral ou da área em que atuava. "Minhas presenças no Congresso diziam respeito, exclusivamente, a assuntos do Banco Central. Para ser mais específico, pode ter havido momentos em que algum parlamentar possa ter pedido alguma audiência ao Banco Central para mencionar alguma situação específica, alguma coisa que interessasse ao Banco Central", afirmou.

O ministro da Fazenda disse também que a política macroeconômica adotada durante o governo Lula gerou resultado positivo para o país. “Sim [a politica gerou resultado positivo]. O grande fator daquele período foi, em primeiro lugar, a estabilização da inflação, da economia brasileira, em consequência queda dos custos financeiros de financiamento do Tesouro e das empresas e etc. Isso que gerou aumento do crédito e do crescimento. Paralelamente, o governo implantou politicas de cunho social visando complementar renda ou suprir renda para a camada de menor capacidade de rendimento da população e acredito que isso foi processo complementar, sim, da recuperação econômica do Brasil”, disse Meirelles.

Moro veta perguntada da defesa

O chefe da política econômica do governo Michel Temer afirmou ao juiz Sergio Moro que o Brasil registrou progressos durante os mandatos de Lula. Logo em seguida, quando a defesa do ex-presidente perguntou ao ministro se ele achava que esse governo tinha trazido benefícios ao país – e não buscado benefícios para governantes e pessoas do alto escalão – Moro fez uma interrupção.

"Não é uma pergunta apropriada, perguntando a opinião da testemunha. Ele responde apenas fatos", alertou. O advogado Cristiano Zanin Martins criticou "esse critério", o que foi logo rebatido por Moro.

O depoimento de Meirelles terminou quando ele respondeu que não teve conhecimento de algum elemento concreto que indicasse a existência de uma estrutura criminosa de poder, comandada por Lula.

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