Mello Franco: Bolsonaro não é o dono do governo e das provas do inquérito que o investiga

Jornalista Bernardo Mello Franco destaca que “Jair Bolsonaro se elegeu com a promessa de defender a família. Faltou dizer que se referia à própria”. Para ele, “o capitão sempre usou o poder para proteger e engordar os herdeiros"

Flávio, Jair, Eduardo e Carlos Bolsonaro
Flávio, Jair, Eduardo e Carlos Bolsonaro (Foto: Roberto Jayme/Ascom/TSE)
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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco destaca que “Jair Bolsonaro se elegeu com a promessa de defender a família. Faltou dizer que se referia à própria”. Para ele, “o capitão sempre usou o poder para proteger e engordar os herdeiros. É assim desde os tempos de deputado, quando ele pendurou dois filhos na folha de pagamento da Câmara”.

“Na Presidência, o patriarca farejou boquinhas melhores para o clã. No ano passado, ele tentou emplacar o caçula Eduardo, cuja experiência internacional se resumia a fritar hambúrgueres, como embaixador do Brasil em Washington”, observa. 

“A visão do Estado como um bife suculento explica a gula de Bolsonaro pela Polícia Federal. Ele queria espetar o garfo no órgão para reparti-lo entre os filhos. Ao que tudo indica, seu principal objetivo era interferir nas investigações sobre desvio de verbas parlamentares e fábricas de fake news”, avalia Mello Franco.

Mello Franco observa, ainda, que caso se confirmem os relatos de que Bolsonaro queria interferir na Polícia Federal “a versão de que ele se referia à segurança da família soa como conversa fiada. Quem cuida do assunto é o Gabinete de Segurança Institucional, não o Ministério da Justiça”.

Para ele, “o presidente não vai mudar enquanto não for parado, seja por uma denúncia criminal ou por um processo de impeachment. Ontem ele disse que a gravação que pode incriminá-lo “era para ser destruída”. “O vídeo é meu”, afirmou, como se fosse o dono do governo e das provas do inquérito que o investiga”.

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