Militares contrariam Bolsonaro e o obrigam a manter Mandetta na Saúde

Jair Bolsonaro passou o domingo e a segunda-feira dando declarações públicas e agindo abertamente para demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. No início da tarde assessores do Palácio do Planalto chegaram a divulgar nos bastidores a demissão do ministro. Mas ao final do dia, coube ao próprio Mandetta anunciar a sua permanência

Mandetta anuncia sua permanência à frente do Ministério da Saúde
Mandetta anuncia sua permanência à frente do Ministério da Saúde (Foto: Marcello Casal/Ag.Brasil)
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247 - A entrevista coletiva do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta anunciando sua permanência no cargo depois da tentativa de Bolsonaro de afastá-lo do posto, foi "mais uma cena extraordinária da crise do coronavírus, que rearranjou a ordem natural das coisas em Brasília", segundo o jornalista Igor Gielow, da Folha de S.Paulo. 

"O que se viu no Ministério da Saúde foi um titular reafirmando que só trabalhará pela ciência —várias vezes, para delimitar a linha entre seu pensamento e a de seu superior e sua base de apoio", assinala o jornalista.

"A permanência de Mandetta é mais uma vitória momentânea da ala militar do governo. Capitaneada pelo ministro Fernando Azevedo (Defesa) e operacionalizada por Walter Braga Netto (Casa Civil), está buscando reduzir a temperatura dos movimentos abruptos do chefe", escreve Igor Gielow.

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