Ministro do STJ que pede punição a juízes disse que 'impeachment não é golpe'

Ministro do STJ João Otávio de Noronha, relator do processo que pede o afastamento de quatro juízes que se manifestaram em ato público contra o impeachment da presidente deposta Dilma Rousseff, em 2016, também se manifestou sobre o assunto, só que em favor do afastamento dela do cargo; na época, Noronha afirmava que o impeachment "não é golpe de modo algum"; ele também se posicionou sobre as manifestações ocorridas em 2016 que, segundo ele, "uma [contra o impeachment] é induzida, organizada. A outra [a favor do afastamento] é natural", além de promover um jantar em homenagem a Temer pouco antes do impeachment

João Otávio de Noronha
João Otávio de Noronha (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), relator do processo que pede o afastamento de quatro juízes que se manifestaram em ato público contra o impeachment da presidente deposta Dilma Rousseff, em 2016, também se manifestou publicamente sobre o assunto, só que em favor do afastamento dela do cargo.

Na época, Noronha afirmava que o impeachment "não é golpe de modo alguma". Noronha também se posicionou sobre as manifestações ocorridas em 2016 e, segundo ele, "uma [contra o impeachment] é induzida, organizada. A outra [a favor do afastamento] é natural".

Em julho do ano passado, faltando um mês para que Dilma fosse afastada do cargo de presidente da República, Noronha promovei um jantar, em sua residência, em homenagem a Michel. O evento contou com a presença de ministros do STJ, do Supremo Tribunal Federal (STF), além dos senadores José Serra (PSDB-SP) e Aécio Neves (PSDB-MG).

Temer, Serra e Aécio são alvo de inquéritos por corrupção além de terem sido citados em diversas delações premiadas no âmbito da Lava Jato.

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