Ministro que chamou brasileiros de ladrões vira youtuber e propõe aulas de moral e cívica

O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, prometeu "muita ênfase" no ensino de valores cívicos desde a educação infantil até a universidade durante sua gestão na pasta; "Havia nas nossas antigas escolas primárias e secundárias, [equivalentes] ao ensino fundamental e médio, a educação moral cívica. E havia, depois no ciclo universitário, estudos de problemas brasileiros. Isso foi esquecido", disse; vídeo

Ministro que chamou brasileiros de ladrões vira youtuber e propõe aulas de moral e cívica
Ministro que chamou brasileiros de ladrões vira youtuber e propõe aulas de moral e cívica (Foto: Marcelo Camargo - ABR)

247- Nos moldes da ditadura militar, o ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez, prometeu que irá aplicar com "muita ênfase" o ensino de valores cívicos desde a educação infantil até a universidade durante sua gestão no Ministério da Educação (MEC). Sua falar pode ser encontrada em vídeo publicado na internet, onde Vélez atua como Youtuber. 

"Havia nas nossas antigas escolas primárias e secundárias, [equivalentes] ao ensino fundamental e médio, a educação moral cívica. E havia, depois no ciclo universitário, estudos de problemas brasileiros. Isso foi esquecido, acho que seria necessário voltar a valorizar a educação cívica [...] que é a base do comportamento sobre a qual se sedimenta a vida comunitária, a vida cidadã", afirmou o ministro. 

Vélez também prometeu retomar o Projeto Rondon, criado em 1968 para levar os jovens universitários a visitar as regiões menos desenvolvidas do país. A iniciativa durou até 1989 e depois foi retomada a partir de 2005.

Educação cívica e a Ditadura Militar

A disciplina "Educação Moral e Cívica" foi criada em setembro de 1969, por meio do decreto-lei n.º 869. Subscrito pelos ministros militares, instituída como disciplina obrigatória nas escolas de todos os graus e modalidades do País.

Quem foi estudante na década de 1970 se recorda. A bandeira do Brasil era hasteada ao som do Hino Nacional nas instituições de ensino todos os dias – ou ao menos uma vez por semana, como mandava o decreto-lei. A letra da música tinha de estar na ponta da língua. Valia nota ou ponto positivo para quem cantasse o Hino Nacional sem cometer erros como entoar corretamente a expressão “braço forte” – e não “braços fortes” – ou soubesse a ordem exata das estrofes.

Cerca de dois anos depois da aprovação do decreto-lei, em 1971, entrou em vigor a segunda versão da Lei de Diretrizes e Bases (LDB). Com ela, o presidente Emílio Médici transformou a Comissão de Moral e Civismo em um órgão de doutrinamento, que passou a controlar o ensino de forma absoluta. As informações são do Jornal Estado de S.Paulo. 

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