Miriam traz recado do mercado a Bolsonaro: sem reforma da Previdência, dólar e juros vão disparar

Em sua coluna publicada neste sábado (15), Miriam Leitão diz que "se em três meses o cenário for de não aprovação, o dólar e os juros podem disparar"; ""O novo ministro [Paulo Guedes] sabe que tem pouco tempo, prepara-se para dar sinais claros logo após a posse. Se não conseguir,o cenário global tornará o custo muito maior", diz a comentarista da Rede Globo.

Miriam traz recado do mercado a Bolsonaro: sem reforma da Previdência, dólar e juros vão disparar
Miriam traz recado do mercado a Bolsonaro: sem reforma da Previdência, dólar e juros vão disparar

247 - A jornalista e comentarista da Rede Globo, Miriam Leitão, afirma em sua coluna publicada no jornal O Globo deste sábado (15), que o governo Bolsonaro nem tomou posse e já decepciona. Diz Miriam que "a aposta de que o real se valorizaria com a eleição de Bolsonaro não se concretizou".

Ela aponta que desde as eleições, o dólar subiu 7%, com um salto de R$ 3,63 para R$ 3,90, sendo que no início do ano o dólar estava cotado em R$ 3,26. Segundo Miriam, o impasse em relação à reforma da Prividência é a principal causa desse resultado.

"O futuro governo tem sido contraditório sobre a Previdência. Se não houver a reforma em curto prazo, haverá alta do dólar e dos juros. Mas essa elevação que houve agora tem explicações que vêm de fora: o ano de 2019 deve ser um ponto de inflexão, com menos crescimento do PIB mundial, menos comércio entre os países e vários focos de incerteza", prevê.

A perspectiva mundial também não é boa para o governo Bolsonaro, na avaliação de Miriam Leitão. "Esse é o pano de fundo no qual o governo Bolsonaro definirá sua política econômica, quando o mundo já tem pontos de estresse. Três eventos têm causado preocupação entre investidores. A guerra comercial entre Estados Unidos e China, o Brexit, ou a saída da Inglaterra da União Europeia, e o risco de um calote do governo italiano, a terceira maior economia da zona do euro e megaendividada", destaca.

Ela ainda traz um recado do mercado financeira que estabelece um prazo ao governo Bolsonaro para aprova a reforma da Previdência. Segundo ela, "se em três meses o cenário for de não aprovação, o dólar e os juros podem disparar".

"O novo ministro [Paulo Guedes] sabe que tem pouco tempo, prepara-se para dar sinais claros logo após a posse. Se não conseguir, o cenário global tornará o custo muito maior", conclui.

Leia a íntegra do artigo no jornal O Globo

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