Moraes autoriza condução coercitiva de curador da Queermuseu para depor em CPI

Ministro do STF Alexandre de Moraes autorizou, na última sexta-feira (17), a condução coercitiva do curador da exposição "Qeermuseupara" Gaudêncio Fidélis, para prestar depoimento à "CPI dos Maus Tratos em Crianças e Adolescentes", em Brasília;  Ministério Público, porém, havia concluído, que o conteúdo da exposição, que contava com a participação de obras de artistas reconhecidos internacionalmente, não fazia apologia à pedofilia e ele já já havia informado as autoridades que estava disposto a comparecer espontaneamente à CPI

Brasília - O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, apresenta detalhes do Plano Nacional de Segurança ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, apresenta detalhes do Plano Nacional de Segurança ( Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)
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247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, na última sexta-feira (17), a condução coercitiva do curador da exposição "Qeermuseupara" Gaudêncio Fidélis, para prestar depoimento à "CPI dos Maus Tratos em Crianças e Adolescentes", em Brasília. O Ministério Público, porém, havia concluído, que o conteúdo da exposição, que contava com a participação de obras de artistas reconhecidos internacionalmente, não fazia apologia à pedofilia.

Antes da decisão de Moraes em liberar a sua condução coercitiva, Fidelis já havia informado as autoridades que estava disposto a comparecer espontaneamente à CPI. Por meio de nota, ele disse que a negativa de habeas corpus "causou enorme choque" a ele e à classe artística em geral.

Ele também disse que a decisão de Moraes "consuma assim a atitude do senador Magno Malta" e que este recorre "à expedientes típicos de terrorismo de Estado como meio de continuar criminalizando a produção artística e os artistas".

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