Moro fez doação não declarada para ONG mantida por empresa envolvida com a Lava Jato

Concessionária Rodonorte fez acordo de leniência com a Lava Jato no valor de R$ 750 mi. Em 2016, a ONG Pequeno Cotolengo do Paraná, mantida pela empresa, recebeu, a pedido de Sérgio Moro, R$ 10 mil como doação do Grupo Sinos por uma palestra, que estava na declaração de IR dele. A Rodonorte está envolvida em esquema de corrupção nas rodovias no Paraná

(Foto: ADRIANO MACHADO - REUTERS)

247 - A concessionária CCR Rodonorte, do Paraná, fez, no início deste ano, acordo de leniência com a força-tarefa da operação Lava Jato no valor de R$ 750 milhões. O curioso é que, em 2016, a ONG Pequeno Cotolengo do Paraná, mantida pela empresa, recebeu, a pedido do então juiz e atual ministro da Justiça, Sergio Moro, R$ 10 mil como doação do Grupo Sinos, por uma palestra dele. O ex-magistrado não incluíu a palestra em sua declaração de imposto de renda. 

Em 2018, a Lava Jato autorizou a prisão de 19 envolvidos em esquemas de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato na administração das rodovias federais no Paraná.

De acorrdo com o Ministério Público Federa (MPF-PR), os alvos foram intermediadores, agentes públicos e nomes ligados a seis concessionárias que administram o Anel de Integração do Paraná, dentre elas a Rodonorte. As outras cinco foram Caminhos do Paraná, Econorte, Ecovia, Ecocataratas e Viapar.

A concessionária, uma das mantenedoras da ONG que recebeu doação de Moro, admite o pagamento de propinas em troca de benefícios contratuais. A informação doi divulgad ana época pelo MPF.

Outro detalhe é que, este ano, Rosângela Moro, esposa do ex-juiz, fez uma palestra ao Compliance Day, evento organizado pela Pequeno Cotolengo, sem cobrar cachê. O tema foi: “Integridade nas Organizações da Sociedade Civil”.

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