Mourão cobra pedido de desculpas de Gilmar por associar Exército a genocídio: "tem que se retratar"

"Acho que ele exagerou demais no que ele falou", disse o vice-presidente, general Hamilton Mourão, sobre a declaração feita pelo ministro do STF Gilmar Mendes no último sábado (11). "Se ele tiver grandeza moral, tem que se retratar”, afirmou

Hamilton Mourão e Gilmar Mendes
Hamilton Mourão e Gilmar Mendes (Foto: Isac Nóbrega/PR | Fellipe Sampaio /SCO/STF)
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247 - O vice-presidente, general Hamilton Mourão,  afirmou esperar que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes deve pedir desculpas por ter afirmado que o Exército estava se associando a um “genocídio” no que diz respeito ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus. “Com certeza (sobre Gilmar Mendes ter que  pedir desculpas). Se ele tiver grandeza moral, tem que se retratar”, afirmou Mourão em entrevista à CNN Brasil.

Ainda segundo ele, a declaração de Gilmar foi “uma crítica totalmente fora de propósito”. "Vi o cidadão Gilmar Mendes fazendo uma crítica totalmente fora de propósito, ao comparar o que ocorre no Brasil com um genocídio. Genocídio foi cometido por Stalin contra as minorias russas, foi cometido por Hitler contra os judeus, foi cometido na África, em Ruanda, e outros casos. Saddam Hussein contra os curdos. Agora, o ministro acho que ele exagerou demais no que ele falou”, disse Mourão. 

A declaração de Gilmar foi feita no sábado (11) em referência à gestão dos militares junto ao Ministério da Saúde no enfrentamento à pandemia da Covid-19. A pasta é comandada pelo general do Exército Eduardo Pazuello, que montou uma equipe composta por mais de 20 militares. 

Nesta terça, Gilmar Mendes divulgou uma nota onde afirma que não buscou atingir “a honra do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica”, mas voltou a criticar a gestão dos militares no enfrentamento à pandemia. 

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