MP pede arquivamento de investigação de estupro contra Neymar

"Decidimos pelo arquivamento do processo por não haver provas suficientes. Isso não significa a absolvição do averiguado", afirmou a promotora Flávia Merlini, do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica

247 - As promotoras Flávia Merlini e Estefânia Paulin do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento à Violência Doméstica pediram à Justiça o arquivamento da investigação de denúncia de estupro contra o jogador Neymar.

Cabe à Justiça homologar ou não o pedido feito pelo Ministério Público.

A promotora Flávia ressaltou que o arquivamento da investigação não significa a absolvição de Neymar. "Decidimos pelo arquivamento do processo por não haver provas suficientes. Isso não significa a absolvição do averiguado. Há a possibilidade de reabertura do inquérito".

Segundo Estefânia, o MP considerou que as agressões faziam parte de um contexto. "Havia lesões apenas em um dedo. Pelo laudo particular apresentado pela vítima, não entendemos que havia uma lesão que comprovasse o estupro".

Além disso, a promotora Flávia afirmou que as provas colhidas apresentavam contradição. "Pedimos para a vítima a produção de várias provas e não houve movimentação da parte para isso, por essa razão entendemos pelo arquivamento".

Estefânia ressaltou que a suposta vítima, Najila Trindade, não apresentou as provas que afirmava ter. "Ela não produziu nenhuma prova que ela disse que tinha. A delegada pediu para ela plugar o celular a um computador para ela ver o vídeo e ela não quis fazer isso. Ela não quis entregar o celular também, depois ela disse que ele foi furtado".

O MP também disse que não aguardou as imagens do hotel em que Neymar e Najila se encontraram em Paris, na França, por serem desnecessárias, já que eram da parte externa do prédio.

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