MPF denuncia Joesley e Wesley Batista por fraude em operações financeiras

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira (10) os irmãos Joesley e Wesley Batista por uso de informações privilegiadas e manipulação de mercado por meio das empresas JBS; eles foram acusados de vender ações da empresa e de comprar dólares para obter lucro com a reação dos mercados ao vazamento da delação da JBS, firmada com a Procuradoria-Geral da República; de acordo com a Polícia Federal, eles lucraram R$ 100 milhões no mercado de câmbio e evitaram prejuízo de R$ 134 milhões ao vender ações da empresa, em abril

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira (10) os irmãos Joesley e Wesley Batista por uso de informações privilegiadas e manipulação de mercado por meio das empresas JBS; eles foram acusados de vender ações da empresa e de comprar dólares para obter lucro com a reação dos mercados ao vazamento da delação da JBS, firmada com a Procuradoria-Geral da República; de acordo com a Polícia Federal, eles lucraram R$ 100 milhões no mercado de câmbio e evitaram prejuízo de R$ 134 milhões ao vender ações da empresa, em abril
O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira (10) os irmãos Joesley e Wesley Batista por uso de informações privilegiadas e manipulação de mercado por meio das empresas JBS; eles foram acusados de vender ações da empresa e de comprar dólares para obter lucro com a reação dos mercados ao vazamento da delação da JBS, firmada com a Procuradoria-Geral da República; de acordo com a Polícia Federal, eles lucraram R$ 100 milhões no mercado de câmbio e evitaram prejuízo de R$ 134 milhões ao vender ações da empresa, em abril (Foto: Charles Nisz)

247 - O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira (10) os irmãos Joesley e Wesley Batista por uso de informações privilegiadas e manipulação de mercado por meio das empresas JBS. A denúncia ocorre um dia após a Polícia Federal entregar à Procuradoria da República o relatório final da Operação Tendão de Aquiles, que investigava os executivos da JBS.

Presos desde setembro pela acusação de manipulação do mercado financeiro, eles se beneficiaram de informações privilegiadas do acordo de colaboração premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) para obter lucro no mercado financeiro. Os executivos lucraram R$ 100 milhões com a compra de dólares dias antes do vazamento do acordo de deleção premiada.

Segundo a Procuradoria, eles sabiam que a delação causaria a queda das ações da JBS e a alta do dólar, e atuaram para reduzir o prejuízo da empresa. De acordo com a Polícia Federal, o grupo empresarial dos Batista comprou US$ 1 bilhão às vésperas do dia 17 de maio, data em que a delação premiada foi divulgada na mídia, e vendeu R$ 327 milhões em ações da JBS durante seis dias do mês de abril, enquanto seus executivos negociavam o acordo com a PGR

A venda das ações da JBS, no mês de abril,evitou um prejuízo de R$ 138 milhões, já que o valor das ações da empresa despencou depois da revelação de que os empresários eram investigados pela polícia. Os dois irmãos foram indiciados pelos crimes de manipulação de mercado e uso indevido de informação privilegiada com abuso de poder de controle e administração. Wesley responderá sozinho à denúncia da compra de dólares, pois não há indícios da participação de Joesley nessa negociação.

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