Mudança de gestores em parques nacionais ameaça unidades de conservação

Mudança de comando nos parques nacionais de Lagoa do Peixe (RS) e Campos Gerais (PR) promovida pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, elevou o temor de que os dois parques sejam convertidos em áreas de proteção ambiental (APA), abrindo caminho para a exploração dos recursos naturais

(Foto: JUAN ANZA)
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - A mudança de comando nos parques nacionais de Lagoa do Peixe (RS) e Campos Gerais (PR) acedeu a luz de alerta entre os ambientalistas que temem que os dois parques sejam convertidos em áreas de proteção ambiental (APA), que permitem a presença de  moradores e a exploração sustentável dos recursos naturais. 

A mudança no comando dos parques, feita pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que indicou o biólogo Fabiano José de Souza e o tenente-coronel Emerson de Barros Pinheiro para as chefias dos parques. Segundo reportagem o jornal O Globo, Souza defende a mudança do status da área de conservação. Já o tenente-coronel não possui em seu currículo nenhuma menção na área ambiental. 

Em abril, Salles visitou o parque a Lagoa do Peixe e, em um encontro com ruralistas, disse que abriria processos administrativos e disciplinares contra funcionários do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade  (ICMBio) que não participaram de um evento no qual ele estava presente.

Pouco depois o presidente do ICMBio, Adalberto Eberhard, pediu demissão e o chefe do parque, Fernando Weber, foi demitido no fim daquele mês. Em maio, durante uma visita a Ponta Grossa (PR), Salles recebeu ruralistas que pediam o fim do parque de Campos Gerais. 

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247