'Não costumo conferir saldo bancário', diz ministro do TSE sobre recursos de campanha

Ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga usou um exemplo pessoal ao defender que os candidatos não possuem conhecimento da origem do dinheiro utilizado durante as campanhas eleitorais; "Estamos operando no campo da possibilidade, da presunção da convicção. Pode ser uma pessoa que, como eu, não costuma conferir dinheiro na conta. Eu não costumo conferir saldo bancário. Uma vez, um dinheiro foi depositado indevidamente, e o gerente do banco foi me explicar. Se não é meu, não é meu", afirmou

Ministro Admar Gonzaga durante sess�o plen�ria do TSE. Bras�lia-DF 03/09/2014 Foto: Roberto Jayme/ASICS/TSE
Ministro Admar Gonzaga durante sess�o plen�ria do TSE. Bras�lia-DF 03/09/2014 Foto: Roberto Jayme/ASICS/TSE (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Admar Gonzaga usou um exemplo pessoal ao defender que os candidatos não possuem conhecimento da origem do dinheiro utilizado durante as campanhas eleitorais. "Estamos operando no campo da possibilidade, da presunção da convicção. Pode ser uma pessoa que, como eu, não costuma conferir dinheiro na conta. Eu não costumo conferir saldo bancário. Uma vez, um dinheiro foi depositado indevidamente, e o gerente do banco foi me explicar. Se não é meu, não é meu", afirmou.

Declaração foi feita durante o processo que pode resultar na cassação da chapa que elege Dilma Rousseff-Michel Temer em 2014, pouco após o ministro relator, Herman Benjamin, dizer que chapa que ganhou as eleições presidenciais em 2014 havia sido irrigada com dinheiro de origem ilícita.

O ministro da Corte Napoleão Nunes Maia também disse ser impossível saber a origem dos recursos de campanha. "Falo por experiência pessoal. Tenho vários parentes que disputam cargo de vereador, o financiamento vem dos partidos e eles não sabem a origem desse dinheiro. Cem, 200, cinco mil reais... Não sabem. Eles sabem que vem do partido político. Eu não sei se nas grandes capitais, no Rio de Janeiro, em São Paulo", disse.

Irritado, Herman Benjamin lembrou que o julgamento em curso tratava da eleição presidencial de 2014 e não de vereadores de cidades pequenas. "Vamos julgar esse caso pelo que ele é. É uma campanha presidencial. A cada momento estamos trazendo caso de vereador que deu uma telha, um fogão. Não é disso que estamos tratando aqui", disparou.

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