Nos 75 anos da derrota do nazismo para Stálin, Araújo ataca o comunismo

Ernesto Araújo usou uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU por ocasião dos 75 anos anos da derrota do nazismo para atacar o comunismo e reafirmar a tese bosonarista de que a pandemia é criação dos comunistas

(Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
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247 - Em mais um vexame internacional da diplomacia brasileira, o chanceler Ernesto Araújo usou uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU por ocasião dos 75 anos anos da derrota do nazismo para atacar o comunismo. Vale lembrar que foi o exército da União Soviética, de Josef Stálin, que derrotou o nazismo.

Araújo fez um discurso para defender o que ele chama de "sentimento nacional", apontando um suposto inimigo comunista diante da pandemia da Covid-19.

"Não vamos cair no erro de entrar numa era de crítica à soberania. Não vamos desprezar aqueles que lutam pelo sentimento nacional. Sem nações soberanas, não há liberdade", disse ele, para justificar a pauta de costumes da extrema-direita.

Segundo o colunista Jamil Chade, em cerca de cinco minutos de fala, o chanceler criticou mais o comunismo que o nazismo.

"Há 75 anos, a liberdade prevaleceu contra totalitarismo graças ao sacrifício de pessoas reais", disse. "Mas outra forma de totalitarismo, depois da guerra, fez sombra sobre metade da humanidade. Essa forma, nas décadas seguintes, tentou manipular a ONU", declarou.

Araújo disse que em meio à pandemia há um suposto risco de do mundo ser contaminado pelo comunismo. "Não vamos deixar a Saúde ser mais uma vítima de um sequestro dessa ideologia para servir objetivos totalitários", afirmou o chanceler, pedindo que os demais países lutem para liberar esses valores da "manipulação e escravidão".

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