OAB: contra Lewandowski, Barbosa feriu Constituição

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Coêlho, entrou com tudo na briga entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski em torno da Ação Penal 470; segundo ele, "impedir um ministro do Supremo de expressar seus pensamentos é algo inconstitucional"; o jurista pediu ainda que o presidente do STF respeite a divergência, que "deve ser respeitada e até estimulada na democracia"

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Coêlho, entrou com tudo na briga entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski em torno da Ação Penal 470; segundo ele, "impedir um ministro do Supremo de expressar seus pensamentos é algo inconstitucional"; o jurista pediu ainda que o presidente do STF respeite a divergência, que "deve ser respeitada e até estimulada na democracia"
Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Coêlho, entrou com tudo na briga entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski em torno da Ação Penal 470; segundo ele, "impedir um ministro do Supremo de expressar seus pensamentos é algo inconstitucional"; o jurista pediu ainda que o presidente do STF respeite a divergência, que "deve ser respeitada e até estimulada na democracia" (Foto: Leonardo Attuch)
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247 - O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinícius Coêlho, afirmou, nesta segunda-feira (19), ao comentar a discussão entre os ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, que “impedir um ministro do Supremo de expressar seus pensamentos é algo inconstitucional”. Para ele, o retorno do julgamento dos recursos do mensalão deve acontecer em clima de serenidade, sendo marcado somente por “brigas de ideias, não de ministros”.

"Faço um apelo em nome da OAB para que o julgamento aconteça com serenidade e sem interrupções. A divergência de ideias deve ser respeitada e até estimulada na democracia. Espero que o julgamento siga com respeito à divergência, permitindo que uma maioria se forme e que a Justiça seja feita", disse, em referência ao bate-boca ocorrido na última quinta-feira, na sessão do Supremo Tribunal Federal, quando Joaquim Barbosa acusou Lewandowski de estar fazendo uma "chicana" para atrapalhar o andamento do processo, que está na fase de julgamento dos recursos dos réus.

Leia, abaixo, reportagem anterior do portal Conjur, que desnuda a atitude de Barbosa. Na prática, o presidente do STF impediu que um dos ministros da corte pronunciasse seu voto:

BARBOSA IMPEDIU LEWANDOWSKI DE VOTAR

Portal Conjur, especializado na área jurídica, sintetizou com perfeição, na manchete, a nova agressão de Joaquim Barbosa a um de seus pares no Supremo Tribunal Federal, o ministro Ricardo Lewandowski; por discordar de seu posicionamento, ele cassou seu direito de julgar um embargo na Ação Penal 470; mais uma prova explícita do seu autoritarismo e do seu despreparo para o cargo; Conjur também revelou bastidores do embate, num dia em que os ministros quase chegaram às vias de fato; análise dos embargos infringentes, que podem mudar condenações, promete ser ainda mais agitada 

15 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 21:32

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