OAB: ‘não é apropriado’ que diretor-geral da PF opine sobre investigações

O presidente da OAB Nacional, Claudio Lamachia, afirmou não ser 'apropriado' que 'o diretor-geral da Polícia Federal dê opiniões a respeito de investigações em curso'; "Sobretudo porque, recentemente, manteve reuniões com o investigado"; diretor Fernando Segovia também afirmou que, houver um pedido da Presidência, a PF pode abrir uma investigação interna para apurar a conduta do delegado Cleyber Malta Lopes; Lamachia defendeu a "liberdade e independência" do investigador

Brasília - O presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, durante o seminário Diálogos sobre a Reforma Política.(Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Brasília - O presidente nacional da OAB, Cláudio Lamachia, durante o seminário Diálogos sobre a Reforma Política.(Marcelo Camargo/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O presidente da OAB Nacional, Claudio Lamachia, afirmou, neste sábado (10), não ser 'apropriado' que 'o diretor-geral da Polícia Federal dê opiniões a respeito de investigações em curso'. "Sobretudo porque, recentemente, manteve reuniões com o investigado", disse. A PF investiga se a medida que ampliou para 35 anos as concessões do setor favoreceu a Rodrimar. São investigados Michel Temer, o ex-assessor da Presidência Rodrigo Rocha Loures, o presidente da Rodrimar, Antônio Grecco, e o diretor da empresa Ricardo Mesquita.

O posicionamento veio após o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, dizer à agência Reuters, que as investigações não encontraram provas de crime de Michel Temer no âmbito do inquérito sobre a edição do Decreto dos Portos. Segovia também afirmou que, houver um pedido da Presidência, a PF pode abrir uma investigação interna para apurar a conduta do delegado Cleyber Malta Lopes nos questionamentos apresentados ao medebista no decreto.

O presidente da OBA defendeu a "liberdade e independência" do investigador. "Quanto à possibilidade de punição ao delegado que conduz o inquérito sobre o presidente da República, devemos observar que o investigador deve ter sua liberdade e independência preservadas. Ao agir de acordo com a lei, o investigador não comete ilícito", acrescentou. O relato foi publicado no Blog do Fausto Macedo.

Vale ressaltar que, no mês passado, Temer teve um encontro com Segóvia, em agenda secreta, no Palácio do Planalto - a reunião ocorreu justamente na semana em que o emedebista tinha de entregar as 50 respostas à PF sobre o suposto esquema de propina no Porto de Santos (SP).

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