Olavo de Carvalho sofre derrota na Justiça: “Não afronte a civilidade”

"Escritor Olavo de Carvalho processa o filósofo e professor da da Universidade Federal da Bahia Daniel Tourinho Peres. Na ação penal, o escritor e guru do governo Jair Bolsonaro acusa o filósofo da UFBA de calúnia e difamação. Ocorre que, no processo, é o próprio Olavo – por meio de seu advogado – quem ofende, com palavras chulas e agressivas, o professor Tourinho Peres", diz Vinícius Segalla no Diario do Centro do Mundo

Olavo de Carvalho sofre derrota na Justiça: “Não afronte a civilidade”
Olavo de Carvalho sofre derrota na Justiça: “Não afronte a civilidade”
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - "A Justiça cansou. A boçalidade perdeu sua vez. É isso o que se depreende dos autos do processo 1000250-02.2019.8.26.0050, que corre na 2ª Vara Criminal – Foro Central da Barra Funda -, em São Paulo", diz Vinícius Segalla no Diario do Centro do Mundo. "Nele, o escritor Olavo de Carvalho processa o filósofo e professor da da Universidade Federal da Bahia Daniel Tourinho Peres. Na ação penal, o escritor e guru do governo Jair Bolsonaro acusa o filósofo da UFBA de calúnia e difamação. Ocorre que, no processo, é o próprio Olavo – por meio de seu advogado – quem ofende, com palavras chulas e agressivas, o professor Tourinho Peres".

"É de tal maneira descabida a peça processual apresentada por Olavo à Justiça de São Paulo que a magistrada Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti, responsável pelo julgamento, se viu obrigada a tomar uma medida que raramente se vê nos tribunais: ela ordenou que Olavo de Carvalho se comportasse direito perante à Justiça. Mandou ele começar o processo todo de novo, dessa vez sem usar ofensas e termos indevidos. Disse, por fim, que deixa disponível ao professor da UFBA todas as ofensas que sofreu de Olavo neste processo, caso queira ele próprio processar o guru de Bolsonaro", acrescentou.

Confira agora o que escreveu a magistrada: “Verifica-se a existência na peça inicial de palavras que afrontam às regras processuais relacionadas à linguagem cortês, civilizada e urbana. Intime-se o advogado constituído pelo querelante, o Dr.Francisco Carlos Cabrera de Oliveira, a excluir ou substituir expressões ofensivas da queixa-crime ofertada, tais como: (i) “delinquente travestido”; (ii) “caso de possível esquizofrenia”; (iii) “cabeça incauta ou doente”; (iv) “narrado pelo idiota”;(v) “apenas discorre o bestial”; (vi) “jargão que alguns nojentos; (vii) “por canalhice própria”; (viii) “este desqualificado”; (ix) “canalhas, canalhas e canalhas'".

Leia a íntegra no DCM

Participe da campanha de assinaturas solidárias do Brasil 247. Saiba mais.

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247