Operação Skala mira um dos mais antigos esquemas de corrupção do MDB

jornalista Luiz Nasssif observa que a prisão de uma das sócias do Grupo Libra, no âmbito da Operação Skala, deflagrada nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal, alcança " um dos mais antigos sistemas de corrupção da República, umbilicalmente ligado a Michel Temer, Eduardo Cunha e seu grupo", que funcionava por meio do Porto de Santos; "A nova operação bateu no centro do esquema de corrupção de Michel Temer. Vai-se investigar até reformas em casas de suas filhas. Sugere-se que investiguem a compra de mobiliário para as casas, que consumiu pequenas fortunas. Assim como Eduardo Cunha, Temer, Padilha, Moreira pertencem à nobre linhagem dos suspeitos mais óbvios da República", diz

Operação Skala mira um dos mais antigos esquemas de corrupção do MDB
Operação Skala mira um dos mais antigos esquemas de corrupção do MDB

O jornalista Luiz Nasssif observa que a prisão de uma das sócias do Grupo Libra, no âmbito da Operação Skala, deflagrada nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal, alcança " um dos mais antigos sistemas de corrupção da República, umbilicalmente ligado a Michel Temer, Eduardo Cunha e seu grupo".

Em sua análise, Nassif destaca que o grupo arrendou, em 1998, uma área do Terminal 35 da Ponta da Praia, no Porto de Santos e "primeiro, conseguiu entrar. Logo em seguida, passou a contestar as faturas do arrendamento. Alegava que o terreno recebido era menor do que o previsto no edital de concessão, e que a linha férrea não havia sido removida, além de faltar profundidade nos berços de atracação".

O segundo passo, ao acumular dívidas de cerca de R$ 700 milhões, teria acontecido em 2005, quando o ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Vieira, tentou promover uma anistia para a Libra. Com Danilo de Camargo, presidente do Conselho de Administração da Codesp, Vieira acertou uma Nota Técnica visando embasar um aditivo no contrato da Libra, que significaria praticamente uma anistia, que perdoaria 85% da dívida de R$ 120 milhões", destaca.
"Os padrinhos políticos da Libra eram o então presidente da Codesp, José Carlos Mello Rego, indicador pelo deputado Valdemar Costa Neto (PR) e apoiado pelo Ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR). Vieira atuou com base em Nota Técnica do então presidente do Conselho de Administração, Danilo de Camargo. Mas o tutor maior, o grão-duque do porto de Santos desde os anos 90 era Michel Temer", ressalta o jornalista.

"Em 2013, é deflagrada uma nova operação visando livrar a Libra, a Lei dos Portos (12.815), de 5 de junho de 2013. Havia uma corrida contra o tempo, uma jogada para prorrogar o prazo de vigência dos contratos por 20 anos. Aproveitando o projeto de reforma do porto, Libra planejava integrar seus quatro terminais (T-33, T-34, T-35 e T-37)" mediante a utilização de um sistema de arbitragem.

Agora, diz Nassif, "a nova operação bateu no centro do esquema de corrupção de Michel Temer. Vai-se investigar até reformas em casas de suas filhas. Sugere-se que investiguem a compra de mobiliário para as casas, que consumiu pequenas fortunas. Assim como Eduardo Cunha, Temer, Padilha, Moreira pertencem à nobre linhagem dos suspeitos mais óbvios da República", diz.

Leia a íntegra da análise.

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