Para analista, a chance de Dilma é contestar golpe no STF

“O pedido da OAB evoca algo que ainda não existe. Se não há o crime de responsabilidade, como respaldar o pedido? Do ponto de vista jurídico, as acusações são frágeis. A condução do impeachment antes desse processo é claramente uma precipitação e algo que poderá ser contestado no STF”, disse o cientista político Fabio Wanderley Reis, professor emérito da UFMG

“O pedido da OAB evoca algo que ainda não existe. Se não há o crime de responsabilidade, como respaldar o pedido? Do ponto de vista jurídico, as acusações são frágeis. A condução do impeachment antes desse processo é claramente uma precipitação e algo que poderá ser contestado no STF”, disse o cientista político Fabio Wanderley Reis, professor emérito da UFMG
“O pedido da OAB evoca algo que ainda não existe. Se não há o crime de responsabilidade, como respaldar o pedido? Do ponto de vista jurídico, as acusações são frágeis. A condução do impeachment antes desse processo é claramente uma precipitação e algo que poderá ser contestado no STF”, disse o cientista político Fabio Wanderley Reis, professor emérito da UFMG (Foto: Roberta Namour)

247 - O cientista político Fabio Wanderley Reis, professor emérito da UFMG, avalia que “a única possibilidade de sobrevivência” de Dilma Rousseff é a contestação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o que é alegado pelos autores do pedido de impeachment.

“Neste momento, a eventual rejeição de contas da presidente (referente a 2015) ainda depende de avaliação do Tribunal de Contas da União (TCU) e do próprio Congresso. Pelo que está previsto na legislação, para haver a caracterização de crime seria necessário o julgamento (das contas), mas isso não aconteceu”, diz ele, em analise ao Globo.

“O pedido da OAB evoca algo que ainda não existe. Se não há o crime de responsabilidade, como respaldar o pedido? Do ponto de vista jurídico, as acusações são frágeis. A condução do impeachment antes desse processo é claramente uma precipitação e algo que poderá ser contestado no STF. Do ponto de vista da política partidária e da relação com o Congresso, o governo está enfraquecido e debilitado. É um jogo com muito pouca chance de ser revertido. Está praticamente descartada, também, a hipótese de negociação com partidos. Dessa forma, o debate na área judicial é a única possibilidade”, conclui.

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