Para Dallagnol, indulto presidencial será a ruína da Lava Jato

A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba criticou o indulto que deverá ser concedido por Michel Temer em dezembro pela possibilidade de beneficiar 21 condenados pela operação, dentre eles o ex-ministro e delator Antonio Palocci, o ex-senador Gim Argello, e os ex-deputados André Vargas e João Argolo; para o procurador Deltan Dallagnol, com o indulto "mais de 85% desses condenados por corrupção sairão pela porta da frente da cadeia. Isso seria a ruína da Lava Jato, o fim da linha"

Para Dallagnol, indulto presidencial será a ruína da Lava Jato
Para Dallagnol, indulto presidencial será a ruína da Lava Jato (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba criticou O indulto que deverá ser concedido por Michel Temer em dezembro pela possibilidade de beneficiar 21 condenados pela operação, dentre eles o ex-ministro Antonio Palocci, o ex-senador Gim Argello, além dos ex-deputados André Vargas e João Argolo, e o pecuarista José Carlos Bumlai. O procurador Deltan Dallagol usou sua conta no Twitter para afirmar que "mais de 85% desses condenados por corrupção sairão pela porta da frente da cadeia. Isso seria a ruína da Lava Jato, o fim da linha".

Segundo ele, a força-tarefa analisou a situação de 39 condenados por corrupção e concluiu que 21 deles podem ser beneficiados pelo indulto, caso a iniciativa não seja vetada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O decreto assinado, por Michel Temer no ano passado, possibilita o perdão por crimes como corrupção, tráfico de influência, peculato e lavagem de dinheiro. Alguns pontos do decreto, porém, foram suspensos pelo STF e o assunto deverá ser votado pelos ministros do STF nesta quarta-feira (28).

"Olhando para trás, é injusto. Olhando para frente, faz corrupção compensar. Mais: inviabiliza delações premiadas. Se o presidente dá 80% de desconto na pena do corrupto de graça, qual benefício faria alguém colaborar? Nenhum", destacou Dallagnol.

Para ele, "o feirão de Natal não foi um escorregão sobre a técnica ou a política criminal. Foi um ato concertado que cria uma saída para condenados na Lava Jato e dificulta, se não impede, novas delações. O decreto de indulto é o garrote que estanca a sangria, impedindo novas colaborações premiadas. É o fim da Lava Jato como a conhecemos, uma investigação ágil em constante expansão".

Veja o Twitter de Deltan Dallagnol sobre o assunto.  

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