Periferias endossam movimento pelo "Fora Bolsonaro"

“Tivemos mais de 90 ações simultâneas em 20 estados do país. Os movimentos populares e a periferia entraram na luta pelo Fora Bolsonaro, um governo genocida”, enfatizou Raimunto Bonfim, coordenador da CMP

(Foto: CMP)
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247 com informações da CMP - Em atos feito por pequenos grupos em suas casas, nas comunidades, associações, conjuntos populares, ocupações, favelas, bairros das periferias, respeitando o isolamento social, a população se manifestou pelo "fora Bolsonaro", nesta sexta-feira (10).

O movimento, organizada pela Central de Movimentos Populares (CMP) e União Nacional por Moradia Popular (UNMP), aconteceu em pelos menos 20 estados do país, com exatamente 94 ações na chamada Jornada Nacional pelo Fora Bolsonaro, que continua neste sábado (11), promovida por diversas frentes, partidos políticos, movimentos populares e segmentos que têm o Fora Bolsonaro como bandeira de luta. A CMP e UNMP são signatárias de um dos pedidos de impeachment do presidente da República. 

Com o isolamento social, devido à pandemia do coronavírus, as pessoas encontraram novas maneiras de lutar contra o governo Bolsonaro e reivindicar direitos, protestando em pequenos grupos, usando cartazes, faixas, apitos, fazendo panelaços, pequenas aglomerações, sempre respeitando as regras do isolamento social. Além do mote Fora Bolsonaro, as manifestações também reivindicaram direitos como moradia, saúde, renda, alimentação, água e esgoto tratado. 

Raimundo Bonfim, coordenador nacional da CMP, avaliou este dia da Jornada Nacional pelo Fora Bolsonaro como muito positivo. “Tivemos mais de 90 ações simultâneas em 20 estados do país. Os movimentos populares e a periferia entraram na luta pelo Fora Bolsonaro, um governo genocida, que comete crime contra a vida e a dignidade humana, retira direitos da classe trabalhadora e ataca a democracia”.

Com criatividade, as periferias mostraram sua indignação e repúdio ao governo Bolsonaro, que abandonou a população sem emprego e afetada pela pandemia, com dificuldade de acesso à saúde e renda, sofrendo com a violência. Os protestos começaram às 17 horas, simultaneamente, em mais de 90 locais no país, com cartazes, faixas, apitaços, panelaços, vaias.

Sidnei Pita, da direção nacional da UNMP, afirma que “a periferia não vai parar de protestar contra esse governo racista, fascista, que governa para os ricos. Hoje iniciamos uma jornada que só irá terminar quando afastarmos Bolsonaro da presidência da República. É Fora Bolsonaro”.

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