Petrobras dá documentos à PF em dia de alta na bolsa

Presidente da estatal, Graça Foster entrega pessoalmente a delegados da Polícia Federal documentos solicitados antecipadamente nas investigações da Operação Lava Jato; colaboração evitou busca e apreensão; empresa "cumpriu imediatamente Ordem Judicial para entregar documentação referente a uma específica contratação", registrou comunicado da Petrobras; na bolsa de São Paulo, papeis da companhia tiveram alta de 2,5%; PF cumpriu em cinco cidades 21 mandados de busca e apreensão, prisão temporária e condução coercitiva; preso, doleiro Alberto Youssef pode estar contando o que sabe

Presidente da estatal, Graça Foster entrega pessoalmente a delegados da Polícia Federal documentos solicitados antecipadamente nas investigações da Operação Lava Jato; colaboração evitou busca e apreensão; empresa "cumpriu imediatamente Ordem Judicial para entregar documentação referente a uma específica contratação", registrou comunicado da Petrobras; na bolsa de São Paulo, papeis da companhia tiveram alta de 2,5%; PF cumpriu em cinco cidades 21 mandados de busca e apreensão, prisão temporária e condução coercitiva; preso, doleiro Alberto Youssef pode estar contando o que sabe
Presidente da estatal, Graça Foster entrega pessoalmente a delegados da Polícia Federal documentos solicitados antecipadamente nas investigações da Operação Lava Jato; colaboração evitou busca e apreensão; empresa "cumpriu imediatamente Ordem Judicial para entregar documentação referente a uma específica contratação", registrou comunicado da Petrobras; na bolsa de São Paulo, papeis da companhia tiveram alta de 2,5%; PF cumpriu em cinco cidades 21 mandados de busca e apreensão, prisão temporária e condução coercitiva; preso, doleiro Alberto Youssef pode estar contando o que sabe (Foto: Felipe L. Goncalves)

Vinícius Lisboa, repórter da Agência Brasil - A Polícia Federal (PF) apreendeu, no início da tarde de hoje (11), documentos na sede da Petrobras, que poderão ajudar nas investigações da Operação Lava Jato, deflagrada em 17 de março.

De acordo com nota emitida pela PF, a estatal havia sido intimada previamente e colaborou com os agentes, o que afastou a necessidade de recorrer a mandados de busca e apreensão. "A presidência da Petrobras colaborou com os policiais federais apresentando os documentos, que foram apreendidos e contribuirão para a continuidade das investigações."

A PF cumpre hoje 21 mandados – dois de prisão temporária, quatro de condução coercitiva e 15 de busca e apreensão. As ações são parte da Operação Lava Jato e estão em curso em São Paulo, em Campinas, no Rio de Janeiro, em Macaé e em Niterói. Ainda não há informação sobre quantos dos mandados de busca e apreensão eram referentes à sede da Petrobras e não precisaram ser usados.

A Operação Lava Jato investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 10 bilhões com câmbio ilegal, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, exploração e comércio ilegal de diamantes, corrupção de agentes públicos e outros crimes. A operação foi chamada Lava Jato por causa do uso de postos de combustíveis e de uma rede de lavanderias para a lavagem de dinheiro.

Entre os detidos pela Polícia Federal, até então, estão o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Em comunicado, a Petrobras informou que um delegado e três agentes da Polícia Federal foram recebidos pela presidenta da estatal, Graça Foster, em uma sala de reunião. De acordo com a nota, Graça Foster acionou a Gerência Jurídica da companhia para colaborar imediatamente com o cumprimento da ordem judicial. Sem revelar quais foram os documentos apreendidos, a Petrobras informou que eles são referentes a uma contratação específica.

Em nota, a PF informou que representou por estes mandados para buscar documentos que auxiliem os trabalhos da investigação, que apura um esquema de lavagem de dinheiro. "O material arrecadado hoje contribuirá para os relatórios finais dos inquéritos em andamento", diz a corporação. 

A operação começou a ser deflagrada no dia 16 de março, quando a PF cumpriu mandados em Curitiba e outras 16 cidades do Paraná, além de outros estados. Na ocasião, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa foi preso, acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef. Calcula-se que o esquema de lavagem tenha movimentado mais de R$ 10 bilhões.

Confira notas divulgadas pela Petrobras e pela PF:

Comunicado à Imprensa

A Petrobras recebeu hoje (11/4) e cumpriu imediatamente Ordem Judicial para entregar documentação referente a uma específica contratação.

A Ordem Judicial foi expedida pela Seção Judiciária do Estado do Paraná.
Um delegado e três agentes da Polícia Federal foram recebidos pela presidente da Petrobras, Maria das Graças Silva Foster, em uma sala de reunião. Imediatamente, a presidente acionou a Gerência Jurídica da companhia para tomar todas as providências, com vistas ao cumprimento da Ordem Judicial.

Por Lara Rizério, do portal Infomoney
 
SÃO PAULO - O Ibovespa ganha forças na tarde desta sexta-feira (11) e tem um dia de alívio após três quedas, registrando alta de 1,17%, a 51.727 pontos, às 15h36 (horário de Brasília). A sessão positiva é guiada pela alta das ações da Petrobras (PETR3;PETR4), com ganhos de 2,50% para os ativos ON e de 2,87% para os papéis PN.

O noticiário da petrolífera é bastante agitado, mas sem nenhum grande vetor para a forte alta, em meio às notícias de que houve mandado de busca e apreensão na sede da estatal como parte da Operação Lava Jato e as polêmicas que envolvem os seus investimentos. Vale ressaltar a proximidade do vencimento do índice futuro, que acontece no próximo dia 16 de abril e contribui para a volatilidade do índice.

No início da sessão, o índice registrava baixa em meio à pressão com a queda das bolsas dos EUA e com a fala do vice-presidente do Banco Central da China, Yi Gang, que afirmou que o governo chinês e o banco central devem ser "muito cautelosos" ao implementar qualquer programa de estímulo. Contudo, os ativos da Vale (VALE3;VALE5), que chegaram a registrar forte baixa no intraday, passaram a operar próximos à estabilidade, enquanto as ações da CSN (CSNA3, R$ 9,28, +1,75%) e Usiminas (USIM5, R$ 9,32, +2,42%) registram ganhos.

Enquanto isso, as ações do setor de energia registram ganhos, com alta da Copel (CPLE6) e Cesp (CESP6) de cerca de 3%, apesar de um cenário de racionamento pareça estar cada vez mais próximo. Cabe ressaltar que a PSR, uma das principais consultorias do setor elétrico do País, recomenda que o Brasil implemente um racionamento de 8% da demanda de energia entre maio e novembro deste ano, caso a previsão atual do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) sobre chuvas para o final de abril se concretize.

A consultoria, que reviu mais uma vez o risco de racionamento, em relatório encomendado pelo Brasil Plural, trabalha com um volume projetado de chuvas para este mês de 74% da média histórica, com base em previsões do ONS. Entretanto, o banco alerta que esse cenário pode ser ainda pior. Na primeira semana de abril, o nível já estava em 72% e a tendência de chuva ao longo do mês deve refletir gradualmente a um declínio (a segundo metade de abril deve ficar 20% abaixo da média da primeira), comentaram os analistas Francisco Navarrete, Tatiane Shibata e Arthur Pereira.

Por outro lado, entre os destaques de queda, está a Sabesp (SBSP3), com queda de 4,88%, a R$ 19,88, após a Arsesp ter cancelado a publicação da revisão tarifária, conforme era previsto pelo cronograma oficial. Enquanto isso, as imobiliárias seguem em queda, com a PDG Realty (PDGR3) registrando perdas de 5%.

Nikkei e Europa em baixa O Nikkei, benchmark do Japão, caiu 2,3% e encerrou abaixo dos 14 mil pontos pela primeira vez desde de outubro. O iene mais forte frente ao dólar também ajudou para queda na bolsa japonesa, com as empresas exportadoras sendo pressionadas. O índice de Shangai Composto terminou com queda menos acentuada e registrou perdas de 0,2%. O benchmark tinha atingindo seu maior nível em quase dois anos no pregão anterior.

Na Europa, os índices acionários iniciam o dia seguindo as perdas das bolsas norte- americanas e asiáticas, depois de um grande "Sell Off" no setor de tecnologia. Dados econômicos divulgados na Alemanha, mostrando que o índice de inflação ficou em linha com as estimativas do mercado, porém não deixou os investidores otimistas.


NOVAS AÇÕES DA OPERAÇÃO LAVA-JATO

A Polícia Federal cumpre nesta manhã (11/4) vinte e um mandados, expedidos pela Justiça Federal, no âmbito da Operação Lava-Jato: dois de prisão temporária, quatro de condução coercitiva e quinze de busca e apreensão, nas cidades de São Paulo/SP, Campinas/SP, Rio de Janeiro/RJ, Macaé/RJ e Niterói/RJ.

A PF representou por estes mandados para buscar documentos que auxiliem os trabalhos da investigação.

O material arrecadado hoje contribuirá para os relatórios finais dos inquéritos em andamento.


Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a nova etapa da operação:

PF cumpre mandados da segunda fase da Operação Lava Jato no Rio e São Paulo

Ivan Richard - Repórter da Agência Brasil

Vinte e cinco dias depois de desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro, suspeita de movimentar mais de R$ 10 bilhões, e prender o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef, agentes da Polícia Federal cumprem hoje (11) mais 21 mandados de prisão (2), condução coercitiva (4) e de busca e apreensão (15) em São Paulo e Campinas, no estado de São Paulo e no Rio de Janeiro, em Macaé e em Niterói, no Rio de Janeiro.

De acordo com a PF, a ação visa a obter documentos que auxiliem nos trabalhos de investigação iniciados com a Operação Lava Jato. Na operação, deflagrada em 17 de março, além das prisões do ex-diretor da Petrobras e de Youssef, foram apreendidos veículos de luxo e grande quantia de dinheiro em moeda nacional e estrangeira - dólares e euros.

A operação foi intitulada Lava Jato porque o grupo usava uma rede de lavanderias e postos de combustíveis para movimentar os valores. A organização contava com quatro grupos que tinham à frente doleiros que lucravam com câmbio paralelo ilegal, mas também praticavam crimes como tráfico de drogas, exploração e comércio ilegal de diamantes e corrupção de agentes públicos, entre outros.

Juntos, os grupos movimentaram mais de R$ 10 bilhões nos últimos três anos, de acordo com informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), do Ministério da Fazenda.

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