PF abre novos inquéritos contra políticos com base na delação de Sérgio Machado

A Polícia Federal em Curitiba abriu novos inquéritos com base na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado; os alvos são a ex-ministra Ideli Salvatti (PT), o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB), o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza (ex-PT-SP), o ex-deputado Jorge Bittar (PT) e o também ex-deputado Edson Santos (PT); atendendo a um pedido do MPF, a PF também abriu um inquérito para apurar as obras do Estaleiro Rio Tietê

A Polícia Federal em Curitiba abriu novos inquéritos com base na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado; os alvos são a ex-ministra Ideli Salvatti (PT), o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB), o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza (ex-PT-SP), o ex-deputado Jorge Bittar (PT) e o também ex-deputado Edson Santos (PT); atendendo a um pedido do MPF, a PF também abriu um inquérito para apurar as obras do Estaleiro Rio Tietê
A Polícia Federal em Curitiba abriu novos inquéritos com base na delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado; os alvos são a ex-ministra Ideli Salvatti (PT), o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB), o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza (ex-PT-SP), o ex-deputado Jorge Bittar (PT) e o também ex-deputado Edson Santos (PT); atendendo a um pedido do MPF, a PF também abriu um inquérito para apurar as obras do Estaleiro Rio Tietê (Foto: Leonardo Lucena)

247 - A Polícia Federal em Curitiba abriu novos inquéritos com base N delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Os alvos são a ex-ministra Ideli Salvatti (PT), o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB), o ex-deputado federal Cândido Vaccarezza (ex-PT-SP), o ex-deputado Jorge Bittar (PT) e o também ex-deputado Edson Santos (PT).

Atendendo a um pedido do Ministério Público Federal, a PF também abriu um inquérito para apurar as obras do Estaleiro Rio Tietê e um procedimento denominado Verificação Preliminar de Informações sobre seis empresas que, de acordo com o delator, 'pagaram de forma continuada vantagens ilícitas, tanto em doações oficiais quanto em repasses em dinheiro'.

Segundo Machado, Ideli Salvatti solicitou "recursos para campanha de 2010". O delator afirmou que o dinheiro "foi transferido, via doação oficial, o montante de R$ 500 mil pela Camargo Corrêa" naquele ano. Os relatos foram publicados no blog do Fausto Macedo.

Sobre Henrique Eduardo Alves, ex-presidente da Transpetro disse que, durante sua gestão à frente da empresa, repassou ao PMDB "pouco mais de R$ 100 milhões, cuja origem eram vantagens ilícitas pagas por meio de empresas contratadas pela Transpetro". "Desse valor, R$ 1,550 milhão foi repassado ao deputado Henrique Alves, da seguinte forma: pela empresa Queiroz Galvão foi pago R$ 500 mil (2014); R$ 250 mil (2012); R$ 300 mil (2008); pela empresa Galvão Engenharia foi repassado R$ 500 mil (2010)", disse.

Ao comentar sobre Vaccarezza, Machado afirmou que foi procurado pelo parlamentar em 2010, quando Vacarezza solicitou "apoio financeiro". Segundo Machado, a empreiteira Camargo Corrêa transferiu R$ 500 mil para o diretório do PT. "O valor era oriundo de vantagens ilícitas pagas por empresa contratada pela Transpetro (Camargo Corrêa)", acrescentou.

Segundo delator, Bittar obteve RS 200 mil, em 2010, pelo PT, por meio da Queiroz Galvão, e Edson Santos "recebeu vantagem indevida, via 'doação oficial', pela Queiroz Galvão, no montante de R$ 142.400,00, no ano de 2014".

A PF também investigará o Estaleiro Rio Tietê. Trata-se de um suposto cartel ligado ao arrendamento de uma área em Araçatuba, no interior de São Paulo, sem licitação, para construção de comboios para a Transpetro.

Outro lado
O advogado Ticiano Figueiredo, que defende Ideli Salvatti, afirmou que "a delação do Sérgio Machado constitui exemplo clássico de colaboração desamparada de base empírica idônea apta a sustenta-la. Assim como aconteceu em outro caso, a defesa está muito segura que uma análise justa e isenta acarretara no arquivamento dessa investigação."

O ex-deputado Edson Santos disse não ter nada "para falar desse negócio, essa mentira". "O Sérgio Machado era para estar preso, isso foi uma verdadeira armação. O Sérgio Machado usou meu nome e de outras pessoas para entregar para a Polícia Federal. Não tenho problema em relação a isso. Não tenho nem advogado. Aquilo que ele falou no depoimento referente a um recurso para mim foi uma doação de uma empresa pra minha campanha, depositado no Banco do Brasil. Sérgio Machado, Jucá, essa turma aí, sinceramente... A verdade vai prevalecer".

O advogado de Henrique Eduardo Alves informou que não tem como se manifestar no momento.

A Construções e Comércio Camargo Corrêa disse que foi a primeira grande empresa do setor a firmar acordo de leniência para corrigir irregularidades.

 

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