PF deixa Mantega e ex-presidente do Carf fora de investigação da Zelotes

Polícia Federal optou por não pedir o indiciamento do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e do ex-presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Otacílio Cartaxo, em um dos inquéritos da Operação Zelotes; outras sete pessoas, contudo, foram indiciadas no inquérito que investiga possíveis irregularidades em um processo da empresa Cimento Penha; processo suspeito tramitou no Carf entre os anos de 2011 e 2012 e acabou com a decisão de exoneração de exigência do pagamento de créditos tributários da ordem de R$ 57 milhões

Ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante coletiva de imprensa em São Paulo. 29/08/2014.  REUTERS/Chico Ferreira
Ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante coletiva de imprensa em São Paulo. 29/08/2014. REUTERS/Chico Ferreira (Foto: Paulo Emílio)

247 - A Polícia Federal optou por não pedir o indiciamento do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e do ex-presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Otacílio Cartaxo, em um dos inquéritos da Operação Zelotes. Outras sete pessoas, contudo, foram indiciadas no inquérito que investiga possíveis irregularidades em um processo da empresa Cimento Penha.

Inquérito para apurar possíveis irregularidades foi aberto em 2015. As suspeitas envolvem a modificação de decisões desfavoráveis à empresa no âmbito do Carf. O processo suspeito tramitou no Carf entre os anos de 2011 e 2012 e acabou com a decisão de exoneração da exigência tributária da ordem de R$ 57 milhões. PF investiga a existência dos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, advocacia administrativa fazendária e associação criminosa.

"E em que pese haver algumas evidências de que outras pessoas provavelmente estariam envolvidas no esquema criminoso (Guido Mantega, Otacílio Cartaxo, Jorge Celso, Francisco de Sales e Valmir Sandri), esta subscritora deixou de indiciá-las por entender que não restou comprovado, por meio dos elementos objetivos colhidos, o aspecto subjetivo dos referidos investigados", justificou a delegada da PF Rafaella Vieira Linhas Parcas.

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