Pimenta sobre Amazônia: Bolsonaro abre a porta do galinheiro para a raposa

O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, afirmou em entrevista à TV 247 que é necessário uma mobilização para evitar a entrega da Amazônia aos Estados Unidos por Bolsonaro; "É um problema da integridade nacional brasileira, tem que ser defendida", argumentou; assista

Pimenta sobre Amazônia: Bolsonaro abre a porta do galinheiro para a raposa
Pimenta sobre Amazônia: Bolsonaro abre a porta do galinheiro para a raposa

247 - O presidente do PCO, Rui Costa Pimenta se posicionou contra a concessão da Amazônia aos Estados Unidos pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou que os norte-americanos são os grandes interessados nesta fatia do território brasileiro e que o Brasil deveria usufruir mais desta área.

"Os grandes interessados em tomar a Amazônia do Brasil são os norte-americanos, Bolsonaro está abrindo a porta do galinheiro para a raposa. Vigora a ideia de que o Brasil deveria manter intocável toda a Amazônia, mas essa não é uma ideia lógica e isso é explorado pela direita. Nós temos que entender o seguinte: a Amazônia brasileira é 60% do território nacional, como nós vamos deixar 60% do território nacional intocado?", indagou Rui Costa Pimenta.

Ele defendeu uma grande mobilização contra a concessão da Amazônia a outros países. "O governo Bolsonaro vai entregar a Amazônia, seria preciso ter uma mobilização em defesa da Amazônia. A Amazônia deveria ter uma salvaguarda total contra a presença estrangeira na Amazônia, é um problema da integridade nacional brasileira, tem que ser defendida".

Rui Costa contestou a afirmação de Bolsonaro de que os índios, juntamente com a ONU, podem criar novos países na Amazônia. "É uma propaganda antiga da extrema direita a ideia de que o índio afeta a soberania nacional, o que é uma bobagem porque o índio não tem esse poder. A autonomia do indígena não vai a ponto do cidadão fazer um plebiscito lá e desmembrar o território nacional. O status do índio brasileiro é o de uma população tutelada, é muito fantasma para pouca realidade".

Para o presidente do PCO, o exército não consegue defender a Amazônia e a solução seria alocar populações ao longo da fronteira amazônica, no sentido de ocupar a região para protegê-la. "As Forças Armadas não são nacionalistas, isso é uma primeira ameaça, estão sob o controle do capital que é associado ao capital estrangeiro, não há nenhum projeto de defesa das fronteiras na região amazônica, é muito precária a participação da Defesa Nacional. O que era preciso ter lá era uma população nacional, que garante a integridade do território nacional".

Rui Costa Pimenta ainda analisou o massacre por parte do exército no Rio de Janeiro no último domingo (7). Dez militares metralharam um carro de uma família com mais de 80 tiros ao confundirem o veículo com outro de um traficante. "À medida em que os governos, o governo federal em primeiro lugar, mas tem também outros governos de direita que têm a mesma orientação política no sentido de usar a violência contra a população a pretexto de combater o crime você logicamente vai ter situações como essa e eu acho que elas vão se repetir. Cria-se um ambiente de liberdade para a violência estatal contra a população".

Outro assunto comentado pelo presidente do PCO foram os atos por Lula Livre que ocorreram também no último domingo. "Eu acho que pela avaliação dos atos havia muita disposição de luta e muito entusiasmo. Agora, os atos não contaram com uma mobilização muito grande das mobilizações políticas, uma coisa contrastava com a outra. Me parece que nós vamos atravessar uma dificuldade nesse terreno. São dois problemas distintos: não há uma unidade da esquerda em torno do problema, o PSOL por exemplo tirou uma posição de apoio oficial ao ato mas não disponibilizou ninguém. E da parte do PT também não houve uma grande mobilização. Se levarmos em consideração isso, podemos dizer que os atos foram até expressivos".

Ele ainda comentou sobre o jogo de empurra entre o STF e o STJ em relação ao julgamento das condenações em segunda instância. Para Rui, nenhuma das duas instituições do Judiciário querem se comprometer com alguma decisão. "O medo é soltar o Lula, não é tanto de deixá-lo preso. Eles não querem se expor a esse tipo de julgamento".

Rui Costa Pimenta também analisou a chegada no novo ministro da Educação Abraham Weintraub. "Eu tinha ideia de que subiria uma pessoa ligada a outra ala, aos militares, e na verdade entrou uma pessoa que todos os jornais dizem que é uma derrota dos militares. E de fato o ministro é um maluco igual o outro anterior, com essa diferença, que ele é um maluco indicado pelos privatizadores, porque eles estavam com o Paulo Guedes pela Previdência e agora vão passar à privatização da educação".

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