PMs em serviço ameaçam aderir a greve na Bahia

Seis das nove associaes de policiais militares da Bahia que ainda no aderiram greve de parte da corporao ameaam paralisar as atividades nesta semana caso as reivindicaes no sejam aceitas e se os colegas amotinados na Assembleia Legislativa foram vtima de violncia

PMs em serviço ameaçam aderir a greve na Bahia
PMs em serviço ameaçam aderir a greve na Bahia (Foto: LÚCIO TÁVORA/ AGÊNCIA ESTADO)

Seis das nove associações de policiais militares da Bahia que ainda não aderiram à greve de parte da corporação, deflagrada na última terça-feira, ameaçam paralisar as atividades, ainda nesta semana, caso as reivindicações não sejam aceitas e caso haja violência contra os PMs que estão amotinados na Assembleia Legislativa.

As associações pedem a incorporação de uma gratificação aos salários dos policiais, o pagamento da Gratificação por Trabalho de Polícia e a anistia aos grevistas.

No fim da tarde de hoje, teve início uma reunião de negociação entre governo e as três principais associações da categoria. O arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, dom Murilo Krieger, está intermediando o encontro, que também tem a participação de integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

"Dom Murilo se ofereceu para fazer esse trabalho e sempre acho bom quando é alguém de fora participando da intermediação", diz o governador Jaques Wagner. "Todo conflito termina em saída negociada, desde que haja bom senso dos dois lados."

Exército

O tenente-coronel Márcio Cunha, chefe da Comunicação do Comando da 6ª Região Militar, descartou, na noite de hoje, a possibilidade de invasão da Assembleia Legislativa por parte dos mais de mil militares que cercam a área desde a manhã de hoje. Estão amotinados, dentro da Casa, cerca de 300 PMs e familiares.

De acordo com Cunha, a ocupação do Exército no local tem fins pacíficos. "O general Gonçalves Dias determinou que fizéssemos essa área de isolamento para que as negociações pelo fim da manifestação ocorram de forma pacífica", afirmou. "Eventuais violências contra nossa tropa, porém, serão respondidas com a intensidade necessária."

Crianças

Três crianças, duas meninas e um menino, e uma mulher, deixaram, na noite de hoje, a Assembleia Legislativa da Bahia, onde cerca de 300 PMs, muitos acompanhados pelas famílias, estão amotinados desde o início da greve parcial da categoria no Estado, na terça-feira passada.

Não há informações sobre o motivo da saída das quatro pessoas. Elas receberam água e suco do Exército antes de saírem da área cercada pelas Forças Armadas desde a manhã de hoje. Em seguida, foram levadas pelos militares para fora do Centro Administrativo da Bahia (CAB), onde fica a Assembleia.

O Juizado da Infância e da Adolescência havia expedido liminar, na tarde de hoje, determinando a retirada das crianças do local. O pedido havia sido feito, pela manhã, por promotores do Ministério Público Estadual e pelo coordenador do Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca), Waldemar Oliveira.

Estima-se que haja, pelo menos, 20 crianças no interior da sede da Assembleia. Os policiais amotinados dizem não ter recebido comunicação oficial sobre o assunto.

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