Policial infiltrado espiona mulheres indígenas até na portaria do Supremo

A Força Nacional, subordinada ao ministro Sergio Moro, espionou nesta segunda-feira (12) as organizadoras da Marcha das Mulheres Indígenas, em Brasília

Brasília- DF. 13-08-2019-Primeira marcha da mulheres indíginas.  Estudantes e professores se juntaram com as índias na manifestação.  Foto Lula Marques
Brasília- DF. 13-08-2019-Primeira marcha da mulheres indíginas. Estudantes e professores se juntaram com as índias na manifestação. Foto Lula Marques

247 - A Força Nacional, subordinada ao ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), espionou nesta segunda-feira (12) as organizadoras da Marcha das Mulheres Indígenas, em Brasília. 

O jornal Folha de São Paulo foi alertado por integrantes do protesto indígena de que um homem estava fotografando ou filmando líderes do movimento, como Célia Xakriabá e Sônia Guajajara, da Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), Chirley Pankará (PSOL-SP), Kerexu Yxapyry, de Santa Catarina, e Telma Taurepang, de Roraima.  O responsável pela ação foi um subtenente da Polícia Militar do Ceará, que usava roupas civis.

A reportagem ainda informa que o policial militar esteve nos dois eventos, conforme vídeos e fotos obtidos pela reportagem —os autores das imagens pediram para não se identificar por temer represálias.

No térreo do STF, enquanto ocorria a reunião com as ministras na segunda-feira, o jornal localizou e abordou o mesmo homem, que então se identificou como subtenente da PM do Ceará César Fonteles. Ele reconheceu que trabalhava para a Força Nacional e que fazia um "acompanhamento dos movimentos sociais [...] por questão de segurança, prevenção".

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