Presidente da Odebrecht: 'será que o MP acha que somos otários?'

“Querem julgar rapidamente os empresários como os responsáveis pelas mazelas da corrupção no país, tornando-se heróis da pátria, julgando somente uma parte do problema, como se esta fosse causa principal, talvez porque considerem que verdadeira causa, que será julgada pelo STF, vai acabar em pizza”, diz documento encontrado na casa do executivo Benedicto Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura; segundo o texto, os cartéis são organizados pelos governos – e não pelas empreiteiras

“Querem julgar rapidamente os empresários como os responsáveis pelas mazelas da corrupção no país, tornando-se heróis da pátria, julgando somente uma parte do problema, como se esta fosse causa principal, talvez porque considerem que verdadeira causa, que será julgada pelo STF, vai acabar em pizza”, diz documento encontrado na casa do executivo Benedicto Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura; segundo o texto, os cartéis são organizados pelos governos – e não pelas empreiteiras
“Querem julgar rapidamente os empresários como os responsáveis pelas mazelas da corrupção no país, tornando-se heróis da pátria, julgando somente uma parte do problema, como se esta fosse causa principal, talvez porque considerem que verdadeira causa, que será julgada pelo STF, vai acabar em pizza”, diz documento encontrado na casa do executivo Benedicto Júnior, presidente da Odebrecht Infraestrutura; segundo o texto, os cartéis são organizados pelos governos – e não pelas empreiteiras (Foto: Leonardo Attuch)

247 – 'Será que o Ministério Público acha que somos todos otários?', questiona texto encontrado na casa do presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Barbosa Silva Junior, que foi preso na Lava Jato.

"Segundo o texto, o Ministério Público Federal está equivocado em atribuir às construtoras a organização do cartel para fraudar contratos com a Petrobrás, e aponta o governo, os políticos e os partidos como ‘origem’ e ‘objetivo central’ do esquema de corrupção que se instalou na estatal", diz reportagem de Valmar Hupsel Filho e Fausto Macedo.

“Querem julgar rapidamente os empresários como os responsáveis pelas mazelas da corrupção no país, tornando-se heróis da pátria, julgando somente uma parte do problema, como se esta fosse causa principal, talvez porque considerem que verdadeira causa, que será julgada pelo STF, vai acabar em pizza”, diz ainda o texto.

De acordo com o texto, os casos do Lava Jato nasceram, em certas áreas da Petrobrás, ‘do achaque, da concussão, de empresas prestadoras de serviços fornecedoras que, equivocadamente, aceitaram praticar sobre-preço em benefício de agentes públicos, políticos seus partidos, com participação de doleiros para lavagem do dinheiro’.

“Que empresário, numa situação normal de concorrência, estaria disposto a se arriscar para, espontaneamente, cooptar agentes públicos para participar de esquemas de corrupção?”, questiona ainda o documento.

 

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