Pressionado por Bolsonaro, Amazonas passa a recomendar uso da cloroquina como "tratamento precoce"

O medicamento, que não tem eficácia nem segurança comprovada, é defendido ferrenhamente pelo governo de Jair Bolsonaro. Em ofício, o ministério da Saúde pressionou a Prefeitura de Manaus a adotar o tratamento

Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro
Eduardo Pazuello e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
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247 - A pressão do ministério da Saúde para o uso da hidroxicloroquina e outros medicamentos sem eficácia e segurança comprovada no tratamento da Covid-19 vem fazendo com que Estados e prefeituras os adotem como "tratamento precoce".

O governo tem estoques lotados do medicamento hidroxicloroquina, e agora tenta empurrá-la goela abaixo para a população brasileira. 

Até mesmo um aplicativo, o TrateCov, foi lançado pelo governo para estimular o uso de medicamentos sem eficácia.

Por exemplo, o Amazonas, que é um dos Estados mais afetados pela pandemia, reforçou "a importância do tratamento precoce para evitar que o quadro clínico se agrave", disse a secretária municipal de Saúde, Shádia Fraxe. 

Entre os agentes defensores dos medicamentos estão o sindicato dos médicos e o Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM).

Em ofício, o ministério da Saúde também pressionou a Prefeitura de Manaus a adotar o tratamento.

A Prefeitura de Porto Alegre (RS), comandada por Sebastião Melo (MDB), é outra que defende o uso de "tratamentos precoces". 

Durante toda sua campanha eleitoral, Melo discursou contra o isolamento social. Além disso, o novo prefeito adotou medidas que acabam com diversas restrições impostas para conter a pandemia da Covid-19. 

As informações foram reportadas no Estadão.

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