Professores e bancários de SP aderem à greve geral do dia 14

Desde esta terça-feira (11), trabalhadores das duas categorias estão em portas de escolas e locais de trabalho na capital paulista para chamar atenção da população quanto à importância da paralisação nacional contra a reforma da Previdência, em defesa da democracia, da soberania nacional e para cobrar medidas para o reaquecimento da economia

Professores e bancários de SP aderem à greve geral do dia 14
Professores e bancários de SP aderem à greve geral do dia 14 (Foto: Mídia Ninja | ABr | Reuters)
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Rede Brasil AtualOs professores e bancários de São Paulo também irão aderir à greve geral convocada para esta sexta-feira (14) em todo o país e, desde terça-feira (11), estão em portas de escolas e locais de trabalho bancário na capital paulista, para chamar atenção da população quanto à importância da paralisação contra a "reforma" da Previdência, em defesa da democracia, da soberania nacional e para exibir medidas para reativar a economia e recuperar o emprego e a renda dos trabalhadores.

Integrante da direção do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP) Rita Fraga explica que a ação integra o calendário de lutas que vem sendo articulado pelos professores e estudantes desde o anúncio do contingenciamento da educação. "Estamos nos reunindo no dia 14, com outros trabalhadores, contra essa reforma que aumenta o tempo de contribuição e de trabalho, diminuindo o recebimento de benefícios", afirma Rita.

O presidente do Sindicato dos Bancários do ABC, Belmiro Moreira acrescenta ainda que a adesão da categoria à greve geral é também contrária à privatização dos bancos públicos e à proposta de capitalização do governo de Jair Bolsonaro. "Na nossa região, 73% dos bancários são contra a reforma da Previdência", aponta Moreira.

A greve geral desta sexta conta ainda com o apoio dos trabalhadores do setor de transporte coletivo urbano que, na segunda-feira (10), anunciaram a paralisação de 24 horas. À repórter Dayane Pontes, do Seu Jornal, da TVT, trabalhadores de outras categorias como pintores, manobristas e domésticos, que passavam pelos locais da panfletagem, também confirmaram apoio à greve e criticaram a "reforma" da Previdência. "Eles querem matar o povo, como é que o povo vai se aposentar?", questiona o pintor Francisco Rodrigues. "Mas eu acredito que o país inteiro vai se juntar, como já estão fazendo".

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