Proibição de despejo é derrota à política da morte de Bolsonaro, diz Boulos

"Não se trata de uma questão de ideologia. O parlamento brasileiro teve o mínimo de compromisso humanitário. Mandar pessoas para a rua, como aconteceu na crise, é uma atitude desumana e criminosa", avaliou o coordenador nacional do Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos

Guilherme Boulos
Guilherme Boulos (Foto: Mídia NINJA)
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247 - O coordenador nacional do Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos (PSOL), afirmou à coluna de Leonardo Sakamoto, no Uol, que “a proibição de despejos na pandemia é uma derrota para a política de morte de Bolsonaro, já que ele trabalhou para manter as remoções de famílias de trabalhadores".

"Não se trata de uma questão de ideologia. O parlamento brasileiro teve o mínimo de compromisso humanitário. Mandar pessoas para a rua, como aconteceu na crise, é uma atitude desumana e criminosa", avalia.

 Em sessão do Congresso Nacional nesta segunda-feira, 27, a Câmara dos Deputados derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao Projeto de Lei (PL) nº 827/2020, que suspende despejos durante a pandemia de Covid-19. Assim, ficam proibidos despejos pelo menos até 31 de dezembro deste ano. 

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A medida ainda será apreciada pelo Senado, onde a tendência é que seja confirmada. A decisão foi tomada por acordo de lideranças partidárias, que derrubou, no total, sete vetos de Jair Bolsonaro por 435 votos a 6.

Segundo Boulos, o governo Jair Bolsonaro demonstrou estar mais preocupado com o patrimônio do que com as vidas, pois justificou o veto, em agosto, afirmando que a lei seria um "salvo conduto para os ocupantes irregulares de imóveis públicos, frequentemente, com caráter de má fé, que já se arrastam em discussões judiciais por anos".

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