Projeto de ensino domiciliar não tem eficácia comprovada nos EUA

Pesquisa realizada pelo Departamento de Educação dos EUA aponta questiona a eficácia do desempenho de alunos educados pelo método domiciliar com o dos matriculados em escolas públicas; segundo pesquisadores, fatores socioeconômicos, como renda e estabilidade familiar, são mais relevantes para o desempenho escolar do que o método escolhido; projeto do governo Jair Bolsonaro sobre o assunto deverá ser apreciado em breve pelo Congresso

Projeto de ensino domiciliar não tem eficácia comprovada nos EUA
Projeto de ensino domiciliar não tem eficácia comprovada nos EUA (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - Apesar da defesa feita pelo governo Jair Bolsonaro, o modelo de ensino domiciliar contido na proposta que deve ser apreciada em breve pelo Congresso não possui resultados efetivos nem mesmo nos Estados Unidos, que serviu de inspiração para o projeto do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Segundo pesquisa realizada pelo Departamento de Educação dos EUA não existe uma base de dados comparativa sobre o desempenho de alunos educados pelo método domiciliar com o dos matriculados em escolas públicas.

Nos EUA, os alunos matriculados no ensino domiciliar correspondem a 3,3% do total de estudantes com idades entre 5 e 17 anos. O número representa um ingresso de 750 mil jovens em relação a 1999, quando o Programa Nacional de Pesquisas Domiciliares de Educação foi implantado no país. Os argumentos utilizados para justificar a introdução da metodologia são os mesmo alegados pela ministra Damares Alves: o ensino religioso e contrário a uma suposta doutrinação ideológica.

Para os pesquisadores Christopher Lubienski e T. Jameson Brewer, autores do artigo "Educação Domiciliar nos Estados Unidos: Examinando os fundamentos para Educação individualizada", fatores socioeconômicos, como renda e estabilidade familiar, são mais relevantes para o desempenho escolar do que o método escolhido.

Ainda conforme o Departamento de Educação norte-americano, em 2012 cerca de 83% dos alunos matriculados no ensino domiciliar eram brancos e 89% eram considerados "não pobres".

 

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