PT deve rejeitar fazer autocrítica desejada pelos inimigos, diz Altman

"Muitas das vozes que exigem autocrítica do Partido dos Trabalhadores", na realidade "mascaram o desejo de vê-lo renegando sua natureza classista", diz o jornalista Breno Altman; para ele, apesar da derrota no pleito presidencial "o PT e seu candidato caíram de pé, porque foram capazes de recompor sua identidade, negando-se ao beijo na cruz e reencontrando-se com seu veio histórico" e que "possivelmente preservarão condições de combate se evitarem a cantilena da autocrítica desejada por seus inimigos e até por alguns potenciais aliados"

PT deve rejeitar fazer autocrítica desejada pelos inimigos, diz Altman
PT deve rejeitar fazer autocrítica desejada pelos inimigos, diz Altman

247 - O jornalista Breno Altman destaca que "muitas das vozes que exigem autocrítica do Partido dos Trabalhadores", na realidade "mascaram o desejo de vê-lo renegando sua natureza classista". Para ele, o PT acertou ao não aceitar as condições para que alas ligadas a centro-direita apoiassem Fernando Haddad, candidato do partido ao Planalto, "desde que o PT aceitasse a supremacia da economia de mercado e a imutabilidade do Estado liberal, desfazendo-se da liderança de Lula e rompendo com aliados internacionais".

"A campanha não cedeu a essas pressões, mas claudicou nas primeiras duas semanas do segundo turno, dedicando energias fundamentais à possibilidade de deslocar a centro-direita para um pacto contra o bolsonarismo", observa Altman em um artigo publicado na Folha de S. Paulo. "O segundo turno, contudo, esteve contaminado pela centralidade da aliança com a ala moderada do neoliberalismo, jamais efetivada e de baixo potencial eleitoral. Pagou-se o preço em tempo perdido, esmaecimento de simbologia junto ao eleitorado mais pobre, perda de combatividade e alheamento da pauta econômico-social", avalia.

"Mesmo derrotados, porém, o PT e seu candidato caíram de pé, porque foram capazes de recompor sua identidade, negando-se ao beijo na cruz e reencontrando-se com seu veio histórico".

Leia a íntegra do artigo.

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