PT pede ao TCU que apure viagem de Bolsonaro e ministros a Dallas

Bolsonaro e cinco ministros viajaram para os EUA com todas as contas pagas pelos cofres públicos, mas o presidente não teve agenda oficial no país para justificar o pagamento; em razão disso, a bancada do PT apresentou representação no TCU solicitando a apuração dos gastos e circunstâncias da visita  

PT pede ao TCU que apure viagem de Bolsonaro e ministros a Dallas
PT pede ao TCU que apure viagem de Bolsonaro e ministros a Dallas

247 - A bancada do PT apresentou representação no Tribunal de Contas da União (TCU) solicitando a apuração dos gastos e circunstâncias da visita do presidente Jair Bolsonaro a Dallas, nos Estados Unidos.

Bolsonaro, e não o presidente da República, foi premiados pela Câmara do Comércio Brasil-EUA como personalidade do Ano. No entanto, ele foi aos EUA levando outros cinco ministros: Paulo Guedes (Economia), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Bento Albuquerque (Minas e Energia), Santos Cruz (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional).

Mas a viagem foi custeada pelos cofres públicos. A representação assinada pelo líder do PT, o deputado Paulo Pimenta (RS), e pelo deputado Zeca Dirceu (PR), pede que se investigue possíveis irregularidades administrativas cometidas pois, até o presente momento, não há "demonstração de compromissos relevantes ou uma agenda oficial de interesse do País", que pudesse justificar os "gastos astronômicos" com uma viagem internacional da comitiva.

Os parlamentares lembram que a agenda do presidente não havia compromisso oficias e que nem o Prefeito de Dallas ou o ex-presidente George Bush, agendaram qualquer compromisso com Bolsonaro.

No caso de Bush, a própria assessoria do ex-presidente norte-americano afirmou não ter agendado qualquer compromisso de encontro com Bolsonaro e que a visita feita por Bolsonaro aconteceu porque ele "teria aparecido de repente". Já o prefeito de Dallas se recusou a receber Bolsonaro, assim como fez o prefeito de Nova York, Bill de Blasio.

"Como se verifica, trata-se de uma viagem repudiada pelas autoridades e apontados interlocutores no País de acolhida, sem qualquer interesse para o País e os brasileiros, configurando-se como indevida e com gastos desnecessários, principalmente, como dito, diante da situação econômica do País e dos brasileiros", destaca os parlamentares na representação, citando que o evento estava marcado para acontecer em Nova York, mas foi cancelado após campanha de movimentos sociais e do próprio prefeito da cidade, por conta das declarações racistas e homofóbicas de Bolsonaro.

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